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Acesita

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Implantada em 31 de Outubro de 1944, a Acesita S.A. é a única produtora integrada de aços planos inoxidáveis e siliciosos da América Latina, com desempenho que a destaca entre os grandes produtores mundiais do setor. Além disso, detém alta tecnologia na produção de aços carbono especiais de alta liga.

Sua implantação marcou o início da vocação siderúrgica da região que mais tarde seria chamada de Vale do Aço, vindo a receber posteriormente a USIMINAS, na cidade que se tornaria o município de Ipatinga.

A Acesita é líder em seu segmento no mercado brasileiro, com 90% de participação, e exporta para outros 57 países. A exportação ganhou um impulso maior através da integração com a rede de distribuição da Arcelor, um dos maiores grupos siderúrgicos mundiais, com sede em Luxemburgo, e acionista majoritária da Acesita.

A Acesita é uma grande empresa de ponta e também em tecnologia. A usina, localizada no município de Timóteo, Vale do Aço, Minas Gerais, possui capacidade instalada para produzir 900 mil toneladas/ano de aço líquido e um avançado Centro de Pesquisas, que desenvolve e testa produtos para diversas aplicações no mercado. A Companhia emprega diretamente cerca de três mil pessoas.

O respeito ao meio ambiente e às comunidades onde atua também faz parte desse negócio. Respaldando esse conceito, a empresa investe continuamente em melhorias de processos com foco ambiental, além de implementar programas de educação e projetos ambientais envolvendo empregados e comunidade.

As áreas de cultura, educação, ação comunitária e capacitação profissional recebem uma atenção especial através da Fundação Acesita, conhecida no Brasil e no exterior pelos trabalhos desenvolvidos junto à comunidade de Timóteo. Hoje, as atividades se expandem também para o Vale do Jequitinhonha, região onde está instalada a Acesita Energética.

Atualmente se chama Arcelor Mittal Inox Brasil.


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AES Eletropaulo

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A AES Eletropaulo é a marca da empresa privada brasileira de capital nacional e estrangeiro denominada Eletropaulo Metropolitana - Eletricidade de São Paulo SA, responsável pela distribuição de energia elétrica para parte dos municípios do estado de São Paulo. Também é conhecida apenas como Eletropaulo, que na verdade é uma empresa estatal extinta, da qual a Eletropaulo Metropolitana a sucedeu.

Índice

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[editar] História

A partir de 1995, o então governador Mário Covas criou o Programa Estatual de Desestatização (PED), para iniciar um processo de privatização de inúmeras empresas estatais paulistas, além de trechos de rodovias e ferrovias.

Considerada pelos técnicos do governo estadual como uma empresa grande demais para ser privatizada num único bloco, a antiga empresa estatal de energia Eletropaulo foi dividida em blocos, em quatro empresas menores.

Um dos blocos era a empresa estatal chamada provisoriamente de “Eletropaulo Metropolitana”, uma das empresas mais rentáveis do bloco, responsável pela operação de serviços de energia elétrica na capital de São Paulo e parte da região metropolitana. A Eletropaulo Metropolitana foi privatizada em 1999: o controle acionário da Eletropaulo Metropolitana foi comprado em 15 de abril de 1998, através de leilão, pela Lightgás, subsidiária do grupo Light, formado pelas empresas americanas AES Corporation, Houston Industries Energy, Inc. (a atual Reliant Energy), pela francesa Electricité de France (EDF) e pela brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Em 2001, com a venda das ações da Reliant e da CSN para a AES Corporation, a Eletropaulo Metropolitana passou a ser controlada apenas pela AES. O o novo acionista passou a chamar a empresa de AES Eletropaulo nas contas, cartas, comunicados e propagandas. Eletropaulo Metropolitana - Eletricidade de São Paulo SA é tão somente a razão social da empresa.

[editar] Situação Atual

A AES Eletropaulo é a maior distribuidora de energia elétrica da América Latina, distribuindo energia elétrica a 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital. Nesta área, a empresa atende mais de dezesseis milhões de pessoas, concentradas em cinco milhões de unidades consumidoras. O consumo anual aproximado é de 32,5 mil gigawatts-hora (GWh) de energia.

A empresa conta atualmente com cerca de quatro mil funcionários. Entre seus ativos estão 132 estações transformadoras de distribuição (ETD), totalizando 12,6 GVA de potência instalada, 1,7 mil quilômetros de circuito de subtransmissão (138/88 kV) e uma rede de aproximadamente 311 mil quilômetros de condutores aéreos, três mil quilômetros de condutores subterrâneos e 1,2 milhão de postes.

[editar] Eletropaulo - a marca extinta

Oficialmente, a marca e razão social Eletropaulo isoladamente não existe mais desde 1999, com a cisão da empresa em empresas menores, dentre as quais a Eletropaulo Metropolitana: porém, os clientes e usuários em geral ainda não estão habituados as novas denominações das empresas cindidas: o caso da AES Eletropaulo é mais gritante, até pela certa similaridade de nome.

Muitas instalações e placas das novas empresas sucessoras da Eletropaulo também não foram modificados no decorrer do tempo, contribuindo para a confusão. O próprio site de ampresa, apesar de de apresentar a empresa como AES Eletropaulo em toda a sua comunicação visual, tem como endereço virtual a marca/nomenclatura já antiga e extinta (www.eletropaulo.com.br)

Muitos clientes mais antigos, com mais de 50 anos, ainda chamam a AES Eletropaulo de Light, que foi antecessora da Eletropaulo até os anos 1970, ao reclamarem das contas altas junto a familiares e amigos.

[editar] Ligações externas

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Ibovespa

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O Índice Bovespa (Ibovespa) é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. É formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses. O valor atual representa a quantia, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações, constituída em 02/01/1968, a partir de uma aplicação hipotética. Atribuiu-se o valor-base de 100 a um lote-padrão cujo carteira se avoluma sem receber mais nenhum aporte, com o acréscimo exclusivo de proventos gerados pelas ações que compõem o lote-padrão tais como a reinversão de dividendos, exercício de direitos e recebimento de bonificações.

Na Bovespa, os investidores podem negociar ações de aproximadamente 500 empresas diferentes. Para se ter um indicador que represente de forma fiel e eficiente o comportamento do mercado, foi criado o Ibovespa. Trata-se da formação de uma suposta carteira de investimentos que, ao final de 2008, é composta de 66 ações retratando a movimentação dos principais papéis negociados na Bovespa, representando não só o comportamento médio dos preços mas também o perfil das negociações - do mercado à vista - observadas nos pregões. Estas ações, em conjunto, representam 80% do volume transacionado nos doze meses anteriores à formação da carteira. Como critério adicional, exige-se que a ação apresente, no mínimo, 80% de presença nos pregões do período. Portanto, o critério de corte é a liquidez do papel.

Para que sua representatividade se mantenha ao longo do tempo, a composição da carteira teórica é reavaliada a cada quatro meses. Essa reavaliação é feita com base nos últimos 12 meses onde são verificadas alterações na participação de cada ação.

O índice é calculado em tempo real, considerando instantaneamente os preços de todos os negócios efetuados no mercado à vista com ações componentes de sua carteira (lote padrão) e é divulgado pela Bovespa, podendo ser acompanhado on line.

[editar] Ajustes do Ibovespa[1]

Valor-base do lote-padrão em 02/01/1968 = 100

  1. divisão por 100, em 03/10/1983 Valor-base=1
  2. divisão por 10, em 02/12/1985 Valor-base=1E-01
  3. divisão por 10, em 29/08/1988 Valor-base=1E-02
  4. divisão por 10, em 14/04/1989 Valor-base=1E-03
  5. divisão por 10, em 12/01/1990 Valor-base=1E-04
  6. divisão por 10, em 28/05/1991 Valor-base=1E-05
  7. divisão por 10, em 21/01/1992 Valor-base=1E-06
  8. divisão por 10, em 26/01/1993 Valor-base=1E-07
  9. divisão por 10, em 27/08/1993 Valor-base=1E-08
  10. divisão por 10, em 10/02/1994 Valor-base=1E-09
  11. divisão por 10, em 03/03/1997 Valor-base=1E-10

[editar] Referências

  1. O que é Índice Bovespa

[editar] Ligações externas


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Irlanda

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Nota: Se procura pelo Estado de mesmo nome, consulte República da Irlanda.

Irlanda

Irlanda (em irlandês: Éire; em inglês: Ireland) é a terceira maior ilha da Europa, situada no oceano Atlântico, que está politicamente dividida entre a República da Irlanda (oficialmente denominada Irlanda), um Estado que cobre cinco sextos (cerca de 85%) da ilha, e a Irlanda do Norte, parte do Reino Unido, que configura a sexta parte mais a nordeste da ilha.

A população da ilha é de aproximadamente 5,8 milhões de habitantes; 4,1 milhões na República da Irlanda e 1,7 milhão na Irlanda do Norte.

[editar] O nome

Éire é o nome em irlandês que se refere tanto à ilha da Irlanda quanto à República da Irlanda. O nome vem da deusa Ériu, que teria ajudado os gaélicos, de acordo com a mitologia céltica, a conquistar a Irlanda, e é uma das três rainhas dos Tuatha Dé Danann. O nome Éire aparece em moedas, selos postais, passaportes e outros documentos oficiais desde 1937.

[editar] Política

Mapa da Irlanda separada com as suas respectivas bandeiras.

Politicamente, a Irlanda é dividida em:

Tradicionalmente, a Irlanda é subdividida em quatro províncias: Connacht, Leinster, Munster e Ulster, e, desde o século 19, em 32 condados. 26 destes condados estão na República da Irlanda, e os outros 6 (todos em Ulster) estão na Irlanda do Norte.

[editar] Ver também

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Europa

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Nota: Para outros significados de Europa, ver Europa (desambiguação).

Europa
 

Mapa da Europa

Continentes vizinhos Ásia, África Divisões administrativas - Número de territórios 8 Área - Maior país Ucrânia (sem contar com a parte europeia da Rússia) - Menor país Estado do Vaticano Extremos de elevação - Ponto mais alto Monte Elbrus (5.642 m), Rússia - Ponto mais baixo Mar Cáspio (-28 m), Rússia Maior lago Lago Ládoga (18.400 km²), Rússia Pontos extremos - Ponto mais meridional Ierápetra, Grécia - Ponto mais oriental Polevskoj, Rússia - Ponto mais ocidental Cabo da Roca, Portugal Maior ilha Grã-Bretanha (229.885 km²), Reino Unido Maior vulcão Etna (3.323 m), Sicília, Itália População - Densidade 70 hab./km² - País mais populoso Rússia (141.377.000 hab.) - País menos populoso Estado do Vaticano (890 hab.) - País mais povoado Mónaco (17.435,9 hab./km²) - País menos povoado Islândia (2,74 hab./km²) Línguas mais faladas russo, alemão, francês, inglês, italiano e polaco Economia - País mais pobre Moldávia (410 dólares/hab. ao ano)

A Europa é a parte ocidental do supercontinente euroasiático. Embora geograficamente seja considerada uma península da Eurásia, os povos da Europa têm características culturais e uma história específicas, o que justifica que o território europeu seja geralmente considerado como um continente.

Índice

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[editar] Descrição geral

A parte continental é limitada a Norte pelo Oceano Glacial Árctico, a oeste pelo Oceano Atlântico, a sul pelo Mar Mediterrâneo, pelo Mar Negro, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Cáspio, e a Leste, onde a delimitação é mais artificial, pelos Montes Urais e pelo Rio Ural. A Europa inclui também as Ilhas Britânicas, a Islândia e várias ilhas e arquipélagos menores, espalhados pelo Atlântico, Mediterrâneo e Árctico.

Segundo a mitologia grega, Europa foi uma mulher muito bonita que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo.

O continente europeu, que durante as Grandes Navegações foi chamado de Velho Mundo, estende-se quase que inteiramente na zona temperada, acima de 35º de latitude norte, com apenas uma estreita faixa até o círculo polar Ártico. Devido ao seu litoral muito recortado, a influência oceânica é grande, e as temperaturas são geralmente amenas (não há extremos acentuados), com precipitações que oscilam entre 500 e 1 000 mm anuais. Alternam-se em seu relevo extensas planícies, maciços pré-cambrianos ou palezóicos.

A quase totalidade do continente inclui-se no mundo desenvolvido. A agricultura, mecanizada, emprega em média apenas 10% da população economicamente activa, enquanto um terço desta é ocupado na indústria e a maior parte é absorvida pelo sector terciário. A União Europeia (UE), compreendendo 27 estados membros, é a maior e mais importante entidade política, económica e cultural do mundo. A UE é também a maior economia mundial com um PIB estimado em 12,82 trilhões de dólares [1] ultrapassando largamente os Estados Unidos.

A Europa pertence, com a Ásia, a uma massa de terra chamada Eurásia. O continente europeu tem área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados e é banhado ao norte pelo oceano Glacial Ártico, a oeste pelo oceano Atlântico e ao sul pelo mar Mediterrâneo. A leste, a fronteira com a Ásia atravessa a Rússia e a Turquia. Esse limite é determinado pelos montes Urais, pelo rio Ural, pelo mar Cáspio, pelas montanhas do Cáucaso e pelo mar Negro. Três nações transcaucasianas (Armênia, Azerbaijão e Geórgia), cujos territórios se estendem até a Ásia, são consideradas integrantes do continente europeu.

O litoral europeu é bastante recortado e apresenta cinco grandes penínsulas — Ibérica, Itálica, Balcânica, Escandinava e da Jutlândia — e várias ilhas e arquipélagos, entre os quais as Ilhas Britânicas, a Islândia, a Córsega, a Sicília e a Creta.

A maior parte do território europeu é formada por planícies. Mais da metade de sua extensão está abaixo de 200 metros, e a altitude média é de 340 metros. O relevo montanhoso prevalece nas porções norte (onde se localizam os Alpes Escandinavos e as cadeias das Ilhas Britânicas) e sul (cortada pelos Pirineus, Alpes, Cárpatos e Balcãs). No centro, uma vasta planície se estende, quase sem interrupção, dos Pirineus aos montes Urais. O continente não abriga rios extensos: o maior deles, o Volga, tem cerca de 3,5 mil quilômetros.

A Europa vista do espaço
Cortesia da NASA

Predomina o clima temperado, mas há variações determinadas pela latitude e pela influência do oceano e da massa continental asiática. O sul apresenta clima mediterrâneo e vegetação de arbustos. No centro e no leste, o clima é continental, tornando-se cada vez mais frio à medida que se avança para o interior. Essa faixa é ocupada por florestas temperadas e de coníferas. No noroeste prevalece o clima oceânico. O extremo norte tem clima polar e sua vegetação típica é a tundra. De acordo com o World Resources Institute, cerca de 40% das florestas do continente foram desmatadas. As maiores extensões de mata nativa são de coníferas e encontram-se na Suécia e na Finlândia.

A Europa tem 761 milhões de habitantes e é o único continente onde a população vem diminuindo. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), ela encolherá a uma taxa de 0,1% ao ano entre 2005 e 2010. O envelhecimento da população exige absorção de imigrantes, principalmente profissionais em tecnologia. Por outro lado, o crescimento do desemprego e o aumento da concorrência no mercado de trabalho vêm impondo obstáculos à entrada de mão-de-obra não qualificada.

A concentração populacional é alta no centro e no oeste e menor nas porções norte e leste. Metade dos europeus vive em cidades pequenas, com até 5 mil habitantes. As grandes cidades, como Berlim, Londres, Madrid, Moscou, Paris, Roma e São Petersburgo, concentram um quatro da população. A maioria dos habitantes fala idiomas do tronco indo-europeu, sendo as línguas mais difundidas as do ramo latino (francês, italiano, castelhano, romeno, português, catalão), germânico (alemão, inglês, neerlandês, sueco, dinamarquês) e eslavo (russo, ucraniano, polaco, servo-croata, checo, búlgaro). Há também idiomas de outras famílias lingüísticas, como o húngaro, o finlandês e o basco.

O cristianismo é a religião com o maior número de seguidores na Europa. No continente existe um número significativo de adeptos tanto do catolicismo quanto do protestantismo e da Igreja Ortodoxa.

Sede da Revolução Industrial, a Europa é o primeiro continente a modernizar sua economia. O parque industrial europeu é, até hoje, um dos mais avançados do mundo. Sua agropecuária utiliza intensivamente tecnologia de ponta, e o continente vem registrando progressiva expansão e modernização dos serviços. Persistem, entretanto, muitos contrastes de desenvolvimento entre os países ocidentais e as nações do leste, que fizeram parte do antigo bloco comunista e desde a década de 1990 buscam implantar a economia de mercado.

Na indústria européia, destacam-se os setores automobilístico, têxtil, químico e de telecomunicações. A produção agropecuária é significativa, mas emprega pequena quantidade de mão-de-obra, por causa da utilização intensiva de máquinas e de técnicas avançadas de cultivo. Entre os principais produtos estão leite, carne bovina e suína, centeio, batata, aveia e trigo. Na mineração sobressai a extração de carvão e minério de ferro.

A Europa Ocidental concentra 90% do PIB do continente, mas os países do antigo bloco socialista, que aderiram à economia de mercado na década de 1990, têm crescido nos últimos anos. Maior pólo turístico do planeta, a Europa atrai anualmente 400 milhões de visitantes.

[editar] História

Ver artigo principal: História da Europa

Castros celtas na Galiza (Espanha).

O homem de Neandertal (Homo sapiens neanderthalensis) é considerada a única espécie humana autóctone da Europa. Esta espécie se encontrava já na Europa quando chegou o homem de Cro-Magnon (Homo sapiens), espécie a que pertence toda a humanidade atual. Estas duas espécies humanas conviveram durante bastante tempo até que o homem de Neandertal se extinguiu provavelmente devido à competição com o homem de Cro-Magnon, se bem que ainda restam inúmeras controvérsias sobre o homem de Neandertal e sua extinção. Por outro lado, parece provado que existiu cruzamento reprodutivo entre ambas as espécies, de forma que em sentido estrito, o Homo sapiens sapiens atual descenderia de ambas as espécies.

A antigüidade clássica está dominada pelo influxo da civilização greco-latina, e do Império Romano sobre o resto de Europa. A decadência do Império Romano e a chegada de novos grupos étnicos com novos reinos, levou à fragmentação política de Europa, sendo seguida por sucessivas tentativas de unificação e conquista, que envolveram o continente em numerosos conflitos e guerras durante a Idade Média, como a guerra dos Cem Anos (que durou 116 anos). Isto, junto com a influência ao continente de novos grupos, como os mongóis chegados das estepes ou o surgimento do Islã, formando uma barreira que dividiu duas culturas e o Mediterrâneo, com choques nesta fronteira, moldou esta época no continente.

A Idade Moderna marca para a Europa o início de processos que mais tarde darão lugar à globalização, sendo a época em que os conflitos bélicos se sucederam cada vez mais desastrosos, como a chamada guerra dos Trinta Anos. Os processos econômicos e o desenvolvimento científico e tecnológico se aceleraram, em prejuízo de outros continentes, de maneira bem mais notória durante a Idade Contemporânea, produzindo conflitos que desencadearam mais guerras (como as guerras Napoleônicas e as guerras mundiais). Hoje os processos tendentes à unificação se tentam pacificamente, tal é o caso da União Europeia, conquanto não isenta de avanços e retrocessos.

A Europa é o continente que teve mais influência na história do mundo (descobertas, conquistas, colonizações, movimentos e revoluções, guerras mundiais, etc).

[editar] Divisão política

Alb.

And.

Áustria

Bielorrússia

Bélgica

Bós.Her.

Bulgária

Croácia

Chipre

Rep.
Checa

Dinamarca

Estônia

Finlândia

França

(Fr.)

Alemanha

Grécia

Hungria

Islândia

Rep.
Irlanda

Itália

(It.)

(It.)

Kos.

Letônia

Lie.

Lituânia

Lux.

Mac.

Malta

Moldávia

Mon.

Mont.

P.B.

Noruega

Polônia

Portugal

Romênia

Rússia

(Rus.)

S. Mar.

Sérvia

Eslováquia

Eslovénia

Espanha

Suécia

Suíça

Turquia

Ucrânia

Reino
Unido

Vat.

Mar
Adriático

Oceano Ártico

Mar
Báltico

Mar de Barents

Golfo de
Biscaia

Mar
Negro

Mar
Celta

Estreito
de Dinamarca

Mar da Groenlândia

Golfo de
Cádis

Mar Mediterrâneo

Oceano
Atlântico
Norte

Mar do
Norte

Mar da
Noruega

Estreito de
Gibraltar

[editar] Estados soberanos europeus

[editar] Estados soberanos transcontinentais (europeus/asiáticos)

 

A Turquia, a Geórgia, o Azerbaijão e o Cazaquistão têm porções de seus territórios localizadas na Europa. Na Turquia, é europeu o território situado a norte do Bósforo, que faz fronteira com a Grécia e a Bulgária (a Trácia); no Cazaquistão, pertence à Europa o território a oeste do Rio Ural, fronteira à Rússia. A Rússia, embora tenha mais superfície asiática que europeia, considera-se pertencente à Europa dado ser no território europeu que se situam as suas principais cidades e onde vive a maior parte da sua população.

Arménia e Chipre, embora geograficamente não se localizem na Europa, consideram-se europeus por razões históricas e culturais. Por vezes, também se considera parte da Europa Israel, devido aos laços culturais que ambos mantêm. De acordo com algumas definições, partes do Irão poderão ser consideradas europeias (ver o artigo nações transcontinentais).

[editar] Estados não reconhecidos ou em disputa

[editar] Dependências

[editar] Entidades especiais reconhecidas por tratado ou acordo internacional

[editar] Geografia

Topografia da Europa

A Europa é o segundo menor continente do mundo depois da Oceânia, tendo uma extensão de 10.530.751 km², representando 7% das terras emersas.

Estritamente falando em termos de ciência geográfica contemporânea, a Europa, como a Oceania, deixam de estar categorizadas como continentes e são consideradas Macro-Unidades Geográficas, MUG; já que efetivamente, no caso da Europa esta macrounidade geográfica é um prolongamento ocidental do continente eurasiático. Caracteriza a Europa, tanto no geográfico (com muita incidência no climático como em sua geografia humana), a elevada quantidade média de costas marítimas e oceânicas devida à presença de abundantes penínsulas, golfos, mares interiores e ilhas. Isto e o influxo da Corrente do Golfo e a proximidade dos desertos quentes de África e Ásia determinam que na Europa prepondere, pese às latitudes, um clima temperado excepcionalmente benigno para a habitabilidade humana. Por outra parte a abundância de costas e hidrovias permitiu e permite o trânsito de populações e depois seu estabelecimento desde fins do pleistoceno (quando os Homo sapiens substituíram aos Homo neandertalensis).

Também é a Europa, que se considera tradicionalmente como um continente, o mais plano de todos eles, com uma altitude média de 230 metros. A máxima expressão destas planícies é a grande planície do Norte, que se estende 2000 km desde as costas atlânticas francesas até os montes Urais, a fronteira física mais oriental com a Ásia. Os pontos mais altos são o monte Elbrus (Rússia) na Europa oriental (5.642 metros), o Dykh-Tau (próximo do Elbrus, na Rússia) (5.205 metros), o Shkhara (Geórgia) (5.204 metros) e o Monte Branco (França/Itália) na Europa ocidental (4.807 metros).

Ao sul, a Europa está separada do continente africano pelo mar Mediterrâneo, fronteira que se reduz a uns 30 km no estreito de Gibraltar, ao sudeste os limites com a Ásia também estão dados pelo Mediterrâneo e pelos seus mares subsidiários (o estreito dos Dardanelos, o Mar de Mármara e o Helesponto têm muito poucos quilômetros de largura, o Bósforo é tão estreito que atualmente várias pontes o cruzam). Na realidade o Mar Mediterrâneo e a sua bacia, mais do que um limite - segundo os momentos históricos - são um nexo de união com os outros “continentes” (as macro-unidades geográficas de Ásia e África), resultando como verdadeiros limites culturais e étnicos entre eles as extensas regiões desérticas que se localizam do outro lado do Mediterrâneo. Considerando a Islândia como parte de Europa e a Groenlândia como parte da América, pode-se observar que as distâncias entre a Europa e o continente americano são também bastante exíguas.

Os pontos extremos da Europa são:

[editar] Entidades geográficas

[editar] Golfos

Entre os golfos da Europa destacam-se o golfo de Biscaia (França e Espanha), o de Cádis (Espanha, Marrocos e Portugal), o dos Dardanelos (Turquia), o do Bósforo (Turquia), o de Messina (Itália) e o de Öresund (Dinamarca e Suécia), entre outros.

[editar] Penínsulas

Suas principais penínsulas são a Escandinava (Suécia e Noruega), península Hispânica ou Ibérica (Andorra, Espanha, Gibraltar e Portugal), Itálica (Itália, São Marinho e Vaticano), Balcânica (Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Grécia, Eslovénia, Macedônia, Sérvia, e Romênia); além das penínsulas de Kola (Rússia), Jutlândia (Dinamarca), Bretanha (França) e península da Crimeia (Ucrânia).

[editar] Principais ilhas e arquipélagos

   

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Por ordem de tamanho
  1. Reino Unido Reino Unido Grã-Bretanha, com mais de 218.000 km²
  2.  Islândia: Islândia com mais de 103.000 km²
  3. Irlanda Irlanda e Reino Unido Reino Unido: Irlanda, com mais de 83.000 km²
  4.  Rússia: Nova Zembla (ilha setentrional), com quase 49.000 km²
  5.  Rússia: Nova Zembla (ilha meridional), com mais de 33.000 km²
  6. Itália Itália: Sicília, com mais de 25.000 km²
  7. Itália Itália: Sardenha, com mais de 24.000 km²
  8. Chipre Chipre, Chipre, com mais de 9.200 km²
  9. França França: Córsega, com mais de 8.700 km²
  10. Grécia Grécia: Creta, com mais de 8.300 km²
  11. Dinamarca Dinamarca: Zelândia, com mais de 7.500 km²
  12. Grécia Grécia: Eubéia, com mais de 3.900 km²
  13. Espanha Espanha: Maiorca, com mais de 3.600 km²
  14. Malta Malta, Malta, com mais de 316 km²
  15. Dinamarca Dinamarca: Fiônia, com mais de 3.400 km²
  16. Portugal Portugal: Açores (região autónoma), com mais de 2333 km²
  17. Dinamarca Dinamarca: Ilhas Faroe (região autônoma), com mais de 1.390 km²
  18. Portugal Portugal: Madeira (região autónoma), com mais de 793 km²
  19. Espanha Espanha: Minorca, com mais de 690 km²
  20. Espanha Espanha: Ibiza (Eivissa), com mais de 570 km²

[editar] Relevo

Mapa físico da Europa.

Embora haja cadeias de montanhas, as formas de relevo predominantes na Europa são as planícies, que apresentam duas características muito positivas: um solo geralmente fértil e favorável à agricultura e grande facilidade para o estabelecimento de vias de comunicação. Os planaltos mais elevados e as montanhas não chegam a cobrir 35% do território europeu e, por essa razão, a altitude média das terras da Europa é de apenas 340 metros.

De maneira geral, portanto, no relevo europeu predominam elevações modestas, e são muito comuns as planícies, principalmente na metade norte do continente e em toda a porção leste, onde aparece a grande Planície Russa. Além dessa, merecem destaque a Planície Húngara, percorrida pelo rio Danúbio, a Planície do Pó, no norte da Itália, e as planícies que contornam o leste e o sul das Ilhas Britânicas. A Planície Germano-Polonesa, de tipo fluvial, estende do interior para o litoral norte do continente.

Além dessa enorme área de planícies, encontra-se ainda no mapa do continente europeu:

O litoral da Europa é extremamente recortado, o que favorece a instalação dos portos, a navegação e o comércio. Possui grande número de penínsulas e ilhas de extensões diversas isolandos mares interiores. Observando atentamente o mapa, percebe-se:

As costas ocidentais da Europa são banhadas pelo Oceano Atlântico e e por seus mares secundários. Ao redor de toda a Europa, a plataforma continental é muito larga, propiciando boas condições para a pesca e o extrativismo mineral.

[editar] Clima

Regiões biogeográficas da Europa.

A Europa abrange sete tipos de climas:

A Europa não possui nenhum deserto.

O clima europeu resulta da combinação de fatores como: a situação geográfica, influências marítimas, a disposição do relevo e a corrente do Golfo.

A Europa apresenta na maior parte de suas regiões clima temperado, com estações bem definidas, sem excessos de temperatura, pluviosidade ou queda de neve. Somente no extremo norte e em altitudes elevadas, nas cordilheiras, são encontradas temperaturas não muito propícias à atividade humana.

As condições climáticas extremamente favoráveis da Europa de maneira geral resultam da combinação de quatro fatores:

A combinação desses fatores favorece o domínio, na Europa Ocidental, do clima temperado oceânico, úmido e sem grandes variações de temperatura. Aparecem ainda, na Europa Oriental e em parte da Península Escandinava e da Rússia, o clima temperado continental — mais seco, com verões quentes e chuvosos e invernos extremamente frios — e o clima polar — com invernos rigorosos e verões curtos, que caracteriza uma parte da Península Escandinava e da Rússia européia.

Esses tipos climáticos apresentam variações em função de fatores locais: no sul do continente, a influência das águas aquecidas do Atlântico e do Mediterrâneo permite a existência do clima mediterrâneo, que apresenta verões e secos e invernos úmidos e não muito frios; nos Alpes, a altitude do relevo é responsável pela configuração do clima de altas montanhas, conhecido como alpino, que apresenta invernos extremamente rigorosos. Este tipo climático aparece também nos Alpes Escandinavos, nos Cárpatos e nos Pireneus.

Bacias hidrográficas da Europa.

[editar] Hidrografia

Se comparados aos rios tropicais, não há, na Europa, rios muito extensos nem de grande volume de água. Apesar disso, os cursos fluviais são muito aproveitados como vias de comunicação e fontes produtores de energia.

A Europa apresenta uma grande quantidade de rios, que deságuam ora diretamente no oceano, ora em lagos, mares ou outros rios. Desse emaranhado fluvial, destacam-se as bacias:

Merecem menção ainda, por passarem em capitais ou cidades importantes da Europa, os rios Tâmisa, Elba, Mosela, Vístula, Sena, Loire, Ródano, , Tibre, Douro, Tejo, Ebro, Dnieper, Ural, entre outros.

Além da grande quantidade de rios e de mares, a hidrografia européia apresenta ainda muitos lagos, como os de Constança, de Genebra, de Zurique, na Suíça, e os lagos glaciários que ainda aparecem nas planícies do noroeste da Rússia, na Escandinávia e sobretudo na Finlândia, considerada “o país dos lagos”, por concentrá-los em maior número.

[editar] Vegetação

Atualmente, a maior parte das formações vegetais da Europa já foi destruída, abrindo espaço para a ocupação agrícola ou para a expansão urbana. Podem identificar-se na Europa os seguintes biomas:

Lobo cinza escandinavo

[editar] Fauna

A Europa se inclui na região zoogeográfica paleártica. A ação do homem reduziu o número e a extensão geográfica das espécies selvagens européias. Na zona mais setentrional vivem animais de peles finas, como a rena e a foca. Nos bosques temperados habitam o urso pardo, a raposa, o lince, a lontra, o lobo, o veado, o gamo, corço, o esquilo, etc. Enquanto na área mediterrânea abundam lebres, javalis, perdizes e faisões. A montanha apresenta uma fauna peculiar (o alce e o cabrito montês). São abundantes as aves e os pássaros, muitos dos quais migram entre as diversas regiões européias ou entre a Europa e a África.

[editar] Regiões

De acordo com os pontos de vista espacial e económico, podemos dividir o continente em: Europa Ocidental, Europa Setentrional, Europa Centro-Oriental e Europa Meridional. Sendo:

[editar] Economia

As nações européias segundo a sua renda per capita em 2002.

A economia da Europa é a maior do mundo. Muitos de seus estados pertencem ao primeiro mundo.

No século XIX se realiza a primeira integração moderna da economia de vários estados europeus através da União Aduaneira da Alemanha.

A Alemanha é economicamente a nação mais poderosa de Europa, seguida por França, o Reino Unido, Itália e Espanha, ainda que o país mais rico, em renda per capita, é a República da Irlanda, o país que quando entrou na União Européia, era o mais pobre do grupo. Existe uma grande disparidade na riqueza econômica dos diferentes países europeus, assim, enquanto nas cinco principais economias o PIB supera os 20 mil euros por pessoa, Moldávia mal ultrapassa os dois mil.

Boa parte da dinâmica econômica do continente se emoldura dentro do funcionamento da União Européia. Desde 2007, treze estados europeus (em 2007 uniu-se a Eslovênia) compartilham uma mesma moeda, o euro (€).

A nova realidade da economia mundial, que se consolidou em decorrência da última década, esta marcada principalmente pela desintegração da União Soviética, o vertiginoso crescimento da República Popular da China e a materialização da unidade econômica de boa parte de Europa.

No meio destas mudanças surgiram novos pólos para a economia mundial que impulsionaram o chamado processo de “Globalização“.

Uma das particularidades da economia européia é que vários estados de pouca extensão territorial, sem maiores recursos naturais e sem possuir costas, contam com economias prósperas e um elevado nível de vida. Tal é o caso do Luxemburgo, da Suíça ou do Liechtenstein, bem como do Mônaco, ainda que este último possui costas sobre o Mediterrâneo.

[editar] Moeda

██ Zona Euro

██ Estados da UE que pretendem aderir ao Euro em 1 de Janeiro de 2009 (Eslováquia)

██ Estados da UE que em última instância, são obrigados a aderir ao Euro

██ Referendo a ser realizado sobre a adesão ao Euro (Dinamarca)

██ Estados da UE com uma clausula de exclusão à Zona Euro

██ Áreas fora da UE que usam o Euro com acordo

██ Áreas fora da UE que usam o Euro sem acordo

O euro (€) é a moeda oficial dos países que compõe a União Europeia. O código internacional do euro, de acordo com a norma ISO 4217, é denominado “EUR”.

A palavra “euro” é derivada de “Euro-pa” - União Europeia. Este nome foi a escolha vencedora de um plebiscito em 1996, inventado por um grupo de estudantes espanhóis.

Os primeiros países que adotaram a moeda comum em 1 de Janeiro de 2002 foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Países Baixos, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal.

Alguns pequenos países europeus que não praticavam políticas de moeda própria, logo no início de sua vigência também passaram a utilizar o euro, foram: Andorra, Mônaco, São Marino e Vaticano. Também em territórios, dependências, ou Regiões Autónomas, como os Arquipélagos dos Açores e da Madeira (Portugal); e Guadalupe, Martinica e Guiana Francesa (França).

Em 1 de Janeiro de 2002, 12 países aderiram à moeda única. Em 2007, a Eslovénia entrou para a Zona Euro, e o Chipre e Malta em 2008. A conversão de 1 Euro em relação à antiga moeda nacional precedente de cada país foi:

Alemanha Alemanha - 1,95583 marco alemão
Áustria Áustria - 13,7603 xelim austríaco
Bélgica Bélgica - 40,3399 franco belga
Chipre Chipre - 0,585274 libra cipriota
 Eslovênia - 239,640 tólar esloveno
Espanha Espanha - 166,386 peseta espanhola
Finlândia Finlândia - 5,94573 marco finlandês
França França - 6,55957 franco francês
Grécia Grécia - 340,750 dracma grego
Irlanda Irlanda - 0,787564 libra irlandesa
Itália Itália - 1936,27 lira italiana
Luxemburgo Luxemburgo - 40,3399 franco luxemburguês
Malta Malta - 0,429300 lira maltesa
 Países Baixos - 2,20371 florim neerlandês
Portugal Portugal - 200,482 escudo português

[editar] Demografia

O crescimento da população nos países europeus

Desde a Renascença e a Era dos Descobrimentos, a Europa teve grande influência na cultura, economia e movimentos sociais mundiais. A demografia da Europa é importante não apenas historicamente, mas também na compreensão das relações internacionais e da dinâmica populacional contemporâneas.

As questões demográficas de Europa, atuais e passadas, incluíram emigração por motivos religiosos, relações raciais, imigração econômica, declínio da taxa de natalidade e envelhecimento populacional. Em alguns países, tal como a Irlanda e a Polónia, o acesso ao aborto é atualmente limitado; no passado, tais restrições era comuns em toda Europa, assim como a maioria dos métodos contraceptivos. Ademais, três países europeus (Países Baixos, Bélgica e Suíça) têm permitido uma forma limitada de eutanásia voluntária para doentes terminais.

Em 2005 a população da Europa era estimada em 728 milhões de pessoas de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o que perfaz pouco mais de 11% da população mundial. Um século antes, a Europa tinha quase 25% da população de toda a Terra. A população européia cresceu nesses cem anos, mas em outras parte do mundo, particularmente na África e na Ásia, o crescimento foi muitas vezes mais acentuado[8]. De acordo com a Organização das Nações Unidas, a proporção da população mundial residindo na Europa cairá para cerca de 7% em 2050, totalizando 653 milhões de habitantes[9].

[editar] Línguas

Ver artigo principal: Línguas da Europa

Distribuição aproximada das línguas actualmente faladas em Europa.

As línguas europeias estão dentro de três grupos linguísticos: as línguas românicas, derivadas da língua latina do Império Romano; as línguas germânicas, cujos ancestrais vieram de língua do sul da Escandinávia; e as línguas eslavas.

As línguas românicas são faladas principalmente no sudoeste da Europa, assim como na Roménia e na Moldávia, que estão situadas na Europa Oriental. As línguas germânicas são faladas no noroeste da Europa e algumas partes da Europa Central. As línguas eslavas são faladas na Europa Central, Oriental e Sudeste da Europa.

Muitas outras línguas fora dos três principais grupos são faladas na Europa. O idioma Inglês é única entre as línguas germânicas, tendo grande parte do seu vocabulário descendente de línguas românicas. O grupo de línguas célticas também é um grupo distinto, como os restantes já referidos, e embora tenha desaparecido grande parte do seu uso diário, ainda existem diferentes números de falantes de cada uma das seis línguas célticas: irlandês, gaélico escocês e manx, galês, córnico e bretão.

Multilinguismo e a protecção das línguas regionais e minoritárias são objectivos políticos reconhecidoos na Europa de hoje. O Conselho da Europa através da Convenção-Quadro para a Protecção das Minorias Nacionais do Conselho da Europa e da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias levou á criação de um quadro jurídico a favor dos direitos linguísticos na Europa.

[editar] Religião

Ver artigo principal: Religião na Europa

Religiões predominantes na Europa

██ Cristianismo Católico Romano

██ Cristianismo Ortodoxo Oriental

██ Cristianismo Protestante

██ Sunismo

██ Xiismo

A prevalência das religiões da Europa é a seguinte:

Outras religiões são praticadas por grupos menores na Europa, incluindo:

Milhões de europeus não professam nenhuma religião ou são ateus, agnósticos ou humanistas. As maiores populações não confessionais (em percentagem) são encontradas na República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e nas antigas repúblicas soviéticas como Bielorrússia, Estónia, Rússia e Ucrânia, embora a maioria dos antigos países comunistas tenham populações significativamente não confessionais.

[editar] Religiões com estatuto oficial

Um certo número de países da Europa têm religiões oficiais, incluindo Liechtenstein, Malta, Mónaco, Vaticano (católica), Grécia (Ortodoxa Oriental), Dinamarca, Islândia, e Noruega (Luterana). Na Suíça, alguns cantões reconhecem oficialmente catolicismo, protestantismo e outras religiões reformistas. Algumas aldeias suiças ainda têm a sua própria religião.

A Geórgia não tem Igreja estabelecida, mas a Igreja Ortodoxa Georgiana goza de facto de estatuto privilegiado desde a assinatura de uma concordata em 2002 com o estado georgiano. Na Finlândia, tanto a Igreja Ortodoxa Finlandesa e a Igreja Luterana são oficiais. Na Inglaterra, uma parte do Reino Unido, tem o Anglicanismo como a sua religião oficial. Na Escócia, uma outra parte do Reino Unido, tem o Presbiterianismo como a sua igreja/religião nacional, mas já não é “oficial”. Na Suécia, o órgão da Igreja é o Luteranismo, mas também deixou de ser “oficial”. No Azerbaijão, França, Portugal, Roménia, Rússia, Espanha e Turquia são oficialmente “seculares”.

[editar] Estatísticas

Referências

  1. valor dado na escala curta usada no Brasil. Na escala longa, usada nos restantes países lusófonos, o valor seria de 12,82 biliões de dólares.
  2. 2,0 2,1 País com partes insulares ou ultramarinas do seu território em África.
  3. País com partes insulares ou ultramarinas do seu território na América.
  4. País com partes insulares ou ultramarinas do seu território na Ásia.
  5. Portugal possui dois territórios ultramarinos no Oceano Atlântico: Açores e Madeira. Ambas gozam do estatuto de Região Autónoma, sendo parte integrante do país, e dotadas de estatutos político-administrativos e de órgãos de governo próprio (Artigo 6.º da Constituição da República Portuguesa).
  6. 6,0 6,1 Geograficamente na Ásia, mas, tal como o Chipre, considerado território europeu.
  7. 7,0 7,1 7,2 Por vezes considerada como parte do continente asiático.
  8. UNPP, 2004 Revision World Population Prospects: The 2004 Revision Population Database. United Nations Population Division, 2005. Visitado em 25 de outubro de 2006.
  9. http://esa.un.org/unpp/p2k0data.asp
  10. / Europe/4385768.stm muçulmanos na Europa: BBC Country guia.
  11. www.adherents.com/Na/Na_306 . Html <! - INSERIR TÍTULO - >.
  12. Vipassana Foundation - budistas de todo o mundo.
  13. BuddhaNet - budismo no Ocidente.

[editar] Bibliográficas

[editar] Ver também

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Europa e União Europeia

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[editar] Ligações externas

Continentes e regiões da Terra

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Veja também Continentes do Planeta

Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa

Tarambola

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Tarambola no Rio Almonda em Torres Novas

A tarambola é um instrumento hidraúlico usado nalguns rios para transportar água para terrenos mais elevados.

[editar] Ver também

Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Tarambola

Cervejaria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Uma cervejaria é um local ou empresa onde se fabrica, se vende ou se consome cerveja. Também pode ser designada de cervejeira ao local de fabrico.

Índice

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[editar] Mercado brasileiro

O Consumo de cerveja no Brasil apresentou crescimento praticamente constante na década de 1985 a 1995, com exceção do ano de 1992, ano no qual o poder de compra da população foi fortemente comprimido em função das quedas consecutivas de renda per capita brasileira nos anos de 1990, 91 e 92 e, fundamentalmente, pela implementação do Plano Collor, o qual confiscou a poupança de milhares de brasileiros, diminuindo assim a liquidez do mercado. [1]

Evolução do Consumo Nacional [1]
1985 30,20 - 22,3 -
1986 43,80 45,0 31,6 41,7
1987 47,50 8,4 33,6 6,3
1988 48,00 1,1 32,4 -3,6
1989 52,80 10,0 35,7 10,2
1990 54,50 3,2 36,1 1,1
1991 58,00 6,4 39,5 9,4
1992 47,70 -17,8 32,0 -19,0
1993 50,90 6,7 33,6 5,0
1994 65,00 27,7 42,3 25,9
1995 80,00 23,1 51,3 21,3
1996 80,00 0,0 50,6 -1,4
1997 81,70 2,1 51,2 1,2
1998 81,60 -0,1 50,4 -1,6
1999 78,80 -3,4 48,1 -4,6
2000 82,30 4,4 49,5 2,9
2001 84,50 2,7 49,0 -1,0
2002 84,10 -0,5 48,2 -1,6
2003 82,20 -2,3 46,5 -3,5
2004 84,70 3,0 46,6 0,2
2005 90,20 6,5 49,0 5,2
Jan-mai/06 42,46 7,3 - -

Com o Plano Real em 1994 e o conseqüente aumento de poder de compra da população, a demanda por cerveja reagiu, pois incorporou novos consumidores, principalmente do tradicional mercado de aguardente. A produção retomou a trajetória de crescimento atingindo 80 milhões de hectolitros (8 bilhões de litros) e consumo per capita recorde de 50litros/ano em 1995. [1]

Após este boom, a década seguinte (1995 a 2005), no entanto, não apresentou o mesmo bom desempenho. Com níveis de consumo praticamente estagnados, a variação do consumo entre 1995 e 2004 foi de apenas 6%, tendo subido de 80 para 85 milhões de hl e o consumo per capita estacionado em torno dos 50 litros/ano. [1]

[editar] Dados sobre o mercado

[editar] Participação de mercado

Participação de Mercado % [1]
AMBEV 85,5 81,7 80,3 78,5 68,4 67,2 66,2 68,3
Brahma 37,4 35,2 33,3 31,4 21,8 20,9 19,8 20,4
Skol 14,1 15,0 16,8 15,2 32,3 32,8 31,6 32,6
Antártica 34,0 31,5 30,2 31,9 14,3 11,6 13,0 13,6
Boehmia n.i. n.i. n.i. n.i. n.i. 1,9 1,8 1,7
KAISER 11,5 13,6 13,9 14,6 15,4 13,3 10,9 8,9
SCHINCARIOL 2,1 3,8 4,7 5,4 9,6 11,1 13,1 12,6
OUTRAS MARCAS 0,9 0,9 1,1 1,5 6,7 8,4 9,8 10,2
Petrópolis n.i. n.i. n.i. n.i. n.i. n.i. 3,6 5,2
Cintra n.i. n.i. n.i. n.i. 1,6 1,7 1,6 1,4
Outras Marcas n.i. n.i. n.i. n.i. 5,1 6,8 4,6 3,6

Atualmente o mercado nacional vem sofrendo um processo de diversificação muito grande. Grandes empresas vêm trazendo para o país cervejas importadas, e pequenas cervejarias começam a aparecer em diversos pontos do país.

No início da década passada, o mercado estava praticamente dividido em três grandes empresas, onde somente a Ambev correspondia a aproximadamente 78% (ano de 1995) do mercado nacional, e as pequenas cervejarias correspondiam a somente 1,5% (ano de 1995). Hoje se percebe que estes valores estão mudando como pode ser observado na tabela acima.

[editar] Tributação

A comparação da elevada carga tributária que incide sobre a cerveja nacional com os impostos cobrados em outros países indica que, mesmo nos países nos quais há maior poder aquisitivo, a carga tributária é mais justa, impondo menores custos aos produtores, permitindo que seus produtos sejam mais competitivos nos mercados nacionais e internacionais.

[editar] Cervejarias artesanais

Nesta década vem ocorrendo no Brasil um processo semelhante ao que ocorreu na década de 80 nos Estados Unidos, quando cervejarias artesanais apostaram na produção de cervejas de alta qualidade, vendidas a preço acima da média do mercado. Em geral, este tipo de cerveja é produzido com matéria-prima de alta qualidade e possui um acompanhamento mais direto no processo, sendo estas as diferenças entre um processo industrial, já que em uma cervejaria com processo em larga escala o acompanhamento normalmente é automatizado. [1]

[editar] Cervejarias do Brasil

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 Mercado Nacional de Cerveja - Evolução Histórica (Queriable database). Sindicerv - Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja. Página visitada em 16 de Outubro 2007.

[editar] Ver também

Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Cervejaria

Bíblia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Nota: Se procura a visão judaica da Bíblia, consulte Tanakh.

Série sobre a

Bíblia

Cânon bíblico e livros
Capítulos e versículos
Tanakh (Torá · Nevi’im · Ketuvim)
Texto Massorético
Pentateuco samaritano
Antigo Testamento · Bíblia Hebraica
Novo Testamento · Nova Aliança
Deuterocanônicos
Apócrifos judaicos
Apócrifos do Antigo Testamento
Apócrifos do Novo Testamento
Antilegomena
Desenvolvimento
Cânone Judaico
Cânone do Antigo Testamento
Cânone do Novo Testamento
Autoria
Autores da Bíblia
Autoria Mosaica
Trabalhos de João · Epístolas Paulinas
Traduções bíblicas
Septuaginta
Targum · Peshitta
Vetus Latina · Vulgata . Neovulgata
Bíblia gótica · Bíblia Poliglota Complutense · Bíblia Luther
King James Version
Traduções em Português
Línguas indígenas
Estudos Bíblicos
Crítica bíblica
Datação da Bíblia
Pergaminhos do Mar Morto
Manuscritos bíblicos
Categoria dos textos do NT
Hipótese Documental
Problema Sinótico
A Bíblia e a história
Arqueologia bíblica
Interpretação
Hermenêutica
Pesher · Midrash · Pardes
Alegoria · Literalismo
Pontos de vista
Inerrância bíblica · Infalibilidade bíblica
Crítica da Bíblia
Leis bíblicas do Cristianismo
Visão islâmica da Bíblia
Narrativas bíblicas e do Alcorão
Gnosticismo no Novo Testamento
Judaísmo e Cristianismo
Profecias Biblicas

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Cristianismo

História do Cristianismo

Teologia cristã

+ Deus, o pai
+ Jesus, o filho
+ Espírito Santo

A Bíblia

+ Igreja Católica
+ Igreja Ortodoxa
+ Igreja Anglicana
+ Igreja Protestante

Catolicismo

Denominações cristãs

Culto cristão

Portal do Cristianismo

A palavra grega Bíblia, em plural, deriva do grego bíblos ou bíblion (βίβλιον) que significa “rolo” ou “livro”. Bíblion, no caso nominativo plural, assume a forma bíblia, significando “livros”. No latim medieval, biblìa é usado como uma palavra singular — uma colecção de livros ou “a Bíblia”. Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata Latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de “Biblioteca Divina”. A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão, que são o Cristianismo, o Judaismo e o Islamismo. São, por isso, conhecidas como as “religiões do Livro”. É sinónimo de “Escrituras Sagradas” e “Palavra de Deus“.

Os livros bíblicos considerados canônicos pelas igrejas cristãs são ao todo 66 livros, sendo 39 livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento. A Bíblia Católica contém 7 livros a mais no Antigo Testamento do que outras traduções bíblicas usadas pelas religiões cristãs não-católicas e pelo Judaísmo. Esses livros são chamados pela Igreja Católica de deuterocanónicos ou livros do “segundo Cânon“. A lista dos livros deuterocanónicos é a seguinte: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Ben Sira ou Sirácida) e Baruque. Além disso, ela possui alguns trechos a mais em alguns livros protocanônicos (ou livros do “primeiro Cânon”) de Ester e Daniel. Outras denominações religiosas consideraram estes livros deuterocanônicos como apócrifos, ou seja, livros ou escritos que carecem de inspiração divina, reconhecendo, porém, o valor histórico dos livros dos Macabeus.

Índice

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[editar] Conceitos sobre a Bíblia

A Bíblia Sagrada

A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.

Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.

Para o cristianismo tradicional, a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.

Os agnósticos vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Os não crentes recusam qualquer origem Divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no Médio Oriente).

A comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico, narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o “escolhido” de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.

Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da sociedade ocidental e mesmo mundial, face ao entendimento dela nações nasceram (Estados Unidos da América etc.), povos foram destruídos (Incas, Maias, etc), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, muitas vezes, sem a utilização da Hermenêutica.

[editar] Os idiomas originais

Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanónicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.

O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego “comum” ou “vulgar”, por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.

[editar] Inspirado por Deus

O apóstolo Paulo afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus” [literalmente, “soprada por Deus”, que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16). Na ocasião, os livros que hoje compõem a Bíblia não estavam todos escritos e a Bíblia não havia sido compilada, entretanto muitos cristãos crêem que Paulo se referia à Bíblia que seria posteriormente canonizada. O apóstolo Pedro diz que “nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus.” (2 Pedro 1:21) Veja também os artigos Cânon Bíblico e Apócrifos.

Os cristãos crêem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não-cristã ou não-religiosa. A interpretação dos textos bíblicos, ainda que usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião. Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos pode variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida, entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.

A dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que “Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio”, como declara repetidamente o renomeado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o verdadeiro autor da bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento Deus usou as suas personalidades e talentos individuais, para registrar por escrito os seus pensamentos e a revelação progressiva dos seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.

[editar] A interpretação bíblica

Diferente das outras mitologias, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, vários cientistas têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia, que até há poucos anos eram desconhecidos ou considerados fictícios), apesar de não confirmarem os fatos nela narrados, por outro lado, comprovando que aconteceram de alguma forma.

Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os cristãos, por sua vez, incorporam também a tal entendimento os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos. Tal descrença ocorre face ao entendimento de que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados são por eles considerados fantásticos ou exagerados, tais como os relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana ante-diluviana, da Arca de Noé, o Dilúvio, Jonas engolido por um “grande peixe”, etc. Os ateus não creem na existencia de Deus algum, portanto para eles qualquer ensinamento religioso, venha da Bíblia ou do Alcorão é falso, desnecessário e até mesmo prejudicial.

A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:

  1. A Bíblia - colecção de livros religiosos - se interpreta por si mesma, revelando toda ela uma doutrina interna;
  2. O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente;
  3. Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor;
  4. A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes;
  5. O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia, arqueologia, antropologia, cronologia, biologia

[editar] Sua estrutura interna

A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1600 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaico cristã. No entanto, exegetas cristãos divergem sobre a autoria e a datação das obras. A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma seqüência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos. A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).

[editar] Testamento — origem do termo

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.

A palavra portuguesa testamento corresponde à palavra hebraica berith — aliança, pacto, contrato, e designa aquela aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai (Êxodo 24:1-8; Êxodo 34:10-28). Sendo esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), contrapondo-lhe a nova (2 Coríntios 3:6-14).

Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa “aliança” (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de “última disposição dos próprios bens”, “testamento” (compromisso unilateral).

As respectivas expressões “antiga aliança” e “nova aliança” passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.

O termo testamento veio até nós através do latim quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum. São Jerônimo revisando esta versão latina manteve a palavra testamentum, eqüivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra como já foi visto não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para “contrato”, “aliança” deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.

As denominações “Antigo Testamento” e “Novo Testamento”, para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do II século A.D., quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como Escrituras.

[editar] Livros do Antigo Testamento

Ver artigo principal: Antigo Testamento

[editar] Livros Protocanônicos

[editar] Pentateuco

Ver artigo principal: Pentateuco

Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio

[editar] Históricos

Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester

[editar] Poéticos e Sapienciais

- Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cântico dos Cânticos de Salomão

[editar] Proféticos
Profetas Maiores

A designação “Maiores” não se trata porém da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros, maiores se comparados aos livros dos Profetas “Menores”.
Isaías - Jeremias - Lamentações de Jeremias - Ezequiel - Daniel

Profetas Menores

Como referido acima, a designação “Menores” não se trata da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros.
Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias

[editar] Livros Deuterocanônicos

Ver artigo principal: Livros deuterocanônicos

Tobias - Judite - I Macabeus - II Macabeus - Baruque - Sabedoria - Eclesiástico (ou Ben Sira) - e alguns acréscimos ao texto dos livros Protocanônicos: Adições em Ester (Ester 10:4 a 11:1 ou a 16:24) e Adições em Daniel (Daniel 3:24-90; Cap. 13 e 14)

Os livros deuterocanônicos (ou apócrifos) foram, supostamente, escritos entre Malaquias e Mateus, numa época em que segundo o historiador judeu Flávio Josefo, a Revelação Divina havia cessado porque a sucessão dos profetas era inexistente ou imprecisa. O parecer de Josefo não é aceito pelos cristãos católicos e ortodoxos, porque Jesus afirma que durou até João Batista (cf. Lucas 16:16; Mateus 11:13).

No período entre o século III e o século I a.C. ocorre a Diáspora judaica helenística, numa época em que os judeus já estavam, em partes, dispersos pelo mundo. Uma colônia judaica destaca-se esta se localiza em Alexandria no Egito, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida do hebraico para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. Somente no final do século I d.C. foi fixado o cânon (=medida) hebraico, portanto numa época em que a diferenciação entre judaísmo e cristianismo já era bem acentuada. E os escritos acrescentados não foram aceitos no cânon hebraico.

Quando Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim (a famosa Vulgata), no início do Século V, incluiu os deuterocanônicos, e a Igreja Católica admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros. No século XVI, com o surgimento da Reforma Protestante, é novamente colocada em dúvida a canonicidade dos deuterocanônicos pelo fato de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. No Concílio de Trento, em 8 de abril de 1546, no Decretum de libris sacris et de traditionibus recipiendis (DH 1501), a Igreja Católica novamente os confirmou como partes integrantes da Bíblia Católica, mas desde então foram considerados apócrifos no Protestantismo e no século XVII deixaram de fazer parte das Bíblias protestantes.

[editar] Livros do Novo Testamento

Ver artigo principal: Novo Testamento

[editar] Evangelhos

Ver artigo principal: Evangelho

Mateus, Marcos, Lucas e João.

[editar] Livro Histórico

Atos dos Apóstolos (abrev. Atos)

[editar] Cartas Paulinas

Romanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filémon

[editar] Cartas Gerais

Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas

[editar] Livro profético

Apocalipse

[editar] Versões e traduções bíblicas

Livro do Gênesis, Bíblia em Tamil de 1723

Apesar da antiguidade dos livros bíblicos, os manuscritos mais antigos que possuímos datam a maior parte do III e IV Século d.C.. Tais manuscritos são o resultado do trabalho de copistas (escribas) que, durante séculos, foram fazendo cópias dos textos, de modo a serem transmitidos às gerações seguintes. Transmitido por um trabalho desta natureza o texto bíblico, como é óbvio, está sujeito a erros e modificações, involuntários ou voluntários, dos copistas, o que se traduz na coexistência, para um mesmo trecho bíblico, de várias versões que, embora não afectem grandemente o conteúdo, suscitam diversas leituras e interpretações dum mesmo texto. O trabalho desenvolvido por especialistas que se dedicam a comparar as diversas versões e a seleccioná-las, denomina-se Crítica Textual. E o resultado de seu trabalho são os Textos-Padrão.

A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados Massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C.. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o Texto Massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.

No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do Texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a Septuaginta Grega (sigla LXX).

A Versão dos Setenta ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egipto. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.

Da Septuaginta Grega fazem parte, além da Bíblia Hebraica, os Livros Deuterocanónicos (aceites como canónicos apenas pela Igreja Católica), e alguns escritos apócrifos (não aceites como inspirados por Deus por nenhuma das religiões cristãs ocidentais).

Encontram-se 4 mil manuscritos em grego do Novo Testamento, que apresentam variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pelas sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.

Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata Latina, ou seja, a tradução latim por São Jerónimo, em 404 d.C., e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do Ocidente como a versão bíblica autorizada.

De acordo com o Scripture Language Report, a Bíblia já foi traduzida para 2 403 línguas diferentes, sendo o livro mais traduzido do mundo.

Uma cópia da Bíblia de Gutenberg, de propriedade do Congresso norte-americano

[editar] A Bíblia em português

Os primeiros registros da tradução de trechos da Bíblia para o português remontam ao final do século XIII, por Dom Dinis. Mas a primeira Bíblia completa em língua portuguesa foi publicada somente em 1753, na tradução do pastor João Ferreira de Almeida (1628-1691).

O pastor, missionário e tradutor João Ferreira de Almeida foi o principal tradutor da Bíblia para a língua portuguesa. Ele já conhecia a Vulgata, já que seu tio era padre. Após converter-se ao protestantismo aos 14 anos, Almeida partiu para a Batávia. Aos 16 anos traduziu um resumo dos evangelhos do espanhol para o português, que nunca chegou a ser publicado. Em Malaca traduziu partes do Novo Testamento também do espanhol.

Aos 17, traduziu o Novo Testamento do latim, da versão de Theodore Beza, além de ter se apoiado nas versões italiana, francesa e espanhola.

Aos 35 anos, iniciou a tradução diretamente dos originais, embora seja um mistério como ele aprendeu os idiomas originais. É certo que ele usou como base o Texto Massorético para o Antigo Testamento, o Textus Receptus, editado em 1633 pelos irmãos Elzevir, e alguma tradução da época, como a Reina-Valera. A tradução do Novo Testamento ficou pronta em 1676.

O texto foi enviado para a Holanda para revisão. O processo de revisão durou 5 anos, sendo publicado em 1681, e teve mais de mil erros. A razão é que os revisores holandeses queriam harmonizar a tradução com a versão holandesa publicada em 1637. A Companhia das Índias Orientais ordenou que se recolhesse e destruísse os exemplares defeituosos. Os que foram salvos foram corrigidos e utilizados em igrejas protestantes no Oriente, sendo que um deles está exposto no Museu Britânico. Após sua morte foram detectados 1.119 erros de tradução.

Continente/Região Porções Testamentos Bíblias Total
África 223 301 159 683
Ásia 218 244 131 593
Europa 114 36 61 211
América do Norte 39 30 7 76
América Latina e Caribe 118 270 29 417
Oceania 148 234 38 420
Línguas Artificiais 2 0 1 3
Total 862 1175 426 2403

Fonte: A Bíblia no Brasil, edição nº 211, Sociedade Bíblica do Brasil

[editar] Bibliografia

[editar] Ver também

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Alcorão

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Vocabulário do islão
Cronologia do islão
Expansão islâmica
Índice de artigos sobre o islão

O Alcorão ou Corão (em árabe قُرْآن, al-qur’ān, “a recitação”) é o livro sagrado do islamismo. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão é a palavra literal de Deus (Alá) revelada ao profeta Maomé (Muhammad) ao longo de um período de vinte e dois anos. A palavra Alcorão deriva do verbo árabe que significa declamar ou recitar; Alcorão é portanto uma “recitação” ou algo que deve ser recitado.

Os muçulmanos podem se referir ao Alcorão usando um título que denota respeito, como Al-Karim (”o Nobre”) ou Al-Azim (”o Magnífico”).

É um dos livros mais lidos e publicados no mundo. É prática generalizada nas sociedades muçulmanas que o Alcorão não seja vendido, mas sim dado[carece de fontes?].

Índice

[esconder]

[editar] Designação em português

Há duas variantes para o nome do livro usadas comumente: “Corão” e “Alcorão”. Por vezes se afirma que, como o prefixo “al-”, corresponde ao artigo definido árabe, o seu uso seria desnecessário. No entanto, nas muitas palavras portuguesas de origem árabe com “al-” na sua origem, como “almanaque” ou “açúcar”, a partícula não foi suprimida, e ainda menos em nomes próprios como “Almada” ou “Algarve”. José Pedro Machado nota que a palavra Alcorão surge em documentos portugueses do século XIII[1], ao contrário da forma Corão, recentemente importada. O Dicionário Houaiss, que alude ao argumento da “desnecessidade” de “al-” por corresponder ao artigo árabe, confirma o surgimento de “Alcorão” no séc. XIII e o seu uso constante nos séculos seguintes. O Houaiss afirma que “Corão” é importação francesa no final do séc. XIX, desde logo criticada pelos puristas. O próprio termo francês terá surgido apenas no séc. XVII. Várias traduções do livro sagrado para português usam o título “Alcorão”.

[editar] Estrutura do Alcorão

O Alcorão está organizado em 114 capítulos, denominados suras, divididas em livros, seções, partes e versículos. Considera-se que 92 capítulos foram revelados ao profeta Maomé em Meca, e 22 em Medina. Os capítulos estão dispostos aproximadamente de acordo com o seu tamanho e não de acordo com a ordem cronológica da revelação. [2]

Cada sura pode por sua vez ser subdividida em versículos (ayat). O número de versículos é de 6536 ou 6600, conforme a forma de os contar.

A sura maior é a segunda, com 286 versículos; as suras menores possuem apenas três versículos.

Os capítulos são tradicionalmente identificados mais pelos nomes do que pelos números. Estes receberam nomes de palavras distintivas ou de palavras que surgem no inicío do texto, como por exemplo A Vaca, A Abelha, O Figo ou A Aurora. Contudo, não se deve pensar que o conteúdo da sura esteja de alguma forma relacionado com o título do capítulo.

[editar] Divisão para leitura e recitação

Tendo como objectivo a recitação o Alcorão, pode também ser dividido em partes de igual tamanho (7, 30 ou 60), que tem como objectivo a leitura conforme as possibilidades de cada pessoa (leitura em 7, 30 ou 60 dias). A divisão do Alcorão em 60 dias é a mais habitual, sendo utilizada no ensino. Cada divisão em sete partes recebe o nome de manzil e em trinta o nome de juz. As fracções são também divididas em meios, quartos e oitavos.

Manzil Juz Início Manzil Juz Início
Sura versículo Sura versículo
1 1 I 1 4 15 XVII 1
2 II 142 16 XVIII 75
3 II 253 17 XXI 1
4 III 92 18 XXIII 1
5 IV 24 19 XXV 21
6 IV 148 5 XXVII 26
2 V 1 20 XXVII 56
7 V 82 21 XXIX 45
8 VI 111 22 XXXIII 31
9 VII 88 6 XXXV 1
10 VIII 41 23 XXXVI 22
11 IX 93 24 XXXIX 32
3 11 X 1 25 XLI 47
12 XI 6 26 XLVI 1
13 XII 53 7 L 1
14 XV 1 27 LI 31
  28 LVIII 1
29 LXVII 1
30 LXXVIII 1

[editar] A compilação do Alcorão

O Alcorão não foi estruturado como um livro durante a vida de Maomé. À medida que o profeta recebia as revelações, ele solicitava a jovens letrados que integravam a sua comitiva que transcrevessem os textos. O chefe desta equipe de secretários, que surgiu de forma institucionalizada após a Hégira, em Meca, foi Zayd ibn Thabit.

O texto foi preservado em materiais dispersos tão variados como folhas de tamareira, pedaços de pergaminho, omoplatas de camelos, pedras e também na memória dos primeiros seguidores. Durante as noites do Ramadão, Maomé recapitulava as revelações, numa conferência onde estavam presentes os logógrafos (escritores profissionais) e os hafiz, ou seja, pessoas que conheciam passagens de memória (que escutaram nas prédicas do profeta).

Após a morte de Maomé em 632 iniciou-se o processo de recolhimento dos vários extratos.

Para alguns, o Alcorão teria sido reunido na sua forma actual sob a direcção do califa Abu Bakr nos dois anos que se seguiram à morte de Muhammad; outros defendem que foi o califa Omar o primeiro a compilar o Alcorão. Considera-se que a verdade está a meio termo: Abu Bakr foi aconselhado por Omar a compilar um primeiro manuscrito, auxiliado na tarefa por logógrafos e por dois hafiz.

Entre 650 e 656, durante o califado de Otman, o Alcorão se estruturou de uma forma mais oficial. Otman nomeou uma comissão para decidir o que deveria ser incluído ou excluído do texto final do Alcorão. Foi então constituído um “livro-referência” a partir do qual se criaram seis cópias que foram enviadas para Meca, Iémen, Bahrein, Bassora e Kufra.

Somente em 1694 uma versão completa do Alcorão foi publicada no Ocidente, na cidade de Hamburgo, por Abraham Hinckelmann, um estudioso não-muçulmano.

[editar] Conteúdo temático do Alcorão

O Alcorão descreve as origens do Universo, o Homem e as suas relações entre si e o Criador. Define leis para a sociedade, moralidade, economia e muitos outros assuntos. Foi escrito com o intuito de ser recitado e memorizado. Os muçulmanos consideram o Alcorão sagrado e inviolável.

Alcorão do Al-Andalus (século XII)

Para os muçulmanos, o Alcorão é a palavra de Deus, sagrada e imutável, que fornece as respostas acerca das necessidades humanas diárias, tanto espirituais como materiais. Ele discute Deus e os seus nomes e atributos, crentes e suas virtudes, e o destino dos não-crentes (kuffar); até mesmo temas de ciência. Os muçulmanos não seguem apenas as leis do Alcorão, eles também seguem os exemplos do profeta, o que é conhecido como a Sunnah, e a interpretação do Corão contida nos ensinamentos do profeta, conhecida como hadith.

Aos muçulmanos é ensinado que Deus lhes enviou outros livros. Para além do Alcorão, os outros são o livro de Ibrahim (que se perdeu), a lei de Moisés (a Torá), os Salmos de David (o Zabûr) e o evangelho de Jesus (o Injil). O Alcorão descreve cristãos e Judeus como “o povo do livro” (ahl al Kitâb).

Os ensinamentos do Islão englobam muitas das mesmas personagens do judaísmo e do cristianismo. Personagens bíblicas bem conhecidas como Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus, Maria (a mãe de Jesus) e João Baptista são mencionados no Alcorão como profetas do Islão. No entanto, os muçulmanos frequentemente se referem a eles por nomes em língua árabe, o que pode criar a ilusão de que se trata de pessoas diferentes (exemplos: Alá para Deus, Iblis para Diabo, Ibrahim para Abraão, etc).

A crença no dia do julgamento (ver: escatologia) e na vida após a morte (Akhirah) também fazem parte da teologia islâmica.

[editar] Importância do Alcorão na cultura islâmica

[editar] O Alcorão na vida dos muçulmanos

Quando uma criança nasce no seio de uma família muçulmana, os seus pais são saudados com a fórmula “Que esta criança possa estar entre os anunciadores do Alcorão”.

As crianças muçulmanas aprendem desde cedo a começar determinados atos da sua vida, como as refeições, com a fórmula “Em nome de Deus” (Bismillah) e a concluí-los com a expressão “Louvado seja Deus” (Al-Hamdu Lillah). Estas frases são as mesmas que se encontram nos dois primeiros versículos da primeira sura.

Algumas partes do Alcorão são recitadas durante momentos especiais da vida como o casamento ou no leito de morte. Em muitos países muçulmanos certos aspectos da vida pública começam com a recitação de passagens deste livro considerado sagrado.

Os muçulmanos não tocam no livro sagrado senão após a ablução, conhecida como wudu.

Normalmente, os muçulmanos guardam o Alcorão numa prateleira alta do quarto, em sinal de respeito pelo Alcorão e alguns transportam pequenas versões consigo para seu conforto ou segurança. Apenas a versão original em árabe é considerada como o Alcorão; as traduções são vistas como sombras fracas do significado original.

Uma vez que os muçulmanos tratam o livro com reverência, consequentemente é proibido reciclar, reimprimir ou deitar cópias velhas do Alcorão para o lixo. Como solução alternativa, os volumes do Alcorão devem ser enterrados ou queimados de uma maneira respeituosa.

[editar] Referências

  1. Machado, J. P.; Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, verbete “Alcorão”
  2. Centro de Estudos e Divulgação do Islam, Livros Divinos. (visitado em 06/08/2008)

[editar] Bibliografia

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Direito autoral

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Símbolo do copyright “©” é usado para indicar que uma obra está sujeita aos direitos de autor

Direito autoral ou direitos de autor são as denominações usualmente utilizadas em referência ao rol de direitos outorgados aos autores de obras intelectuais (literárias, artísticas ou científicas). Neste rol encontram-se dispostos direitos de diferentes natureza. A doutrina jurídica clássica coube por dividir estes direitos entre os chamados “direitos morais de autor” (direitos da personalidade) e aqueles de cunho patrimonial.

Direitos autorais não são necessariamente o mesmo que copyright. O sistema anglo-saxão do copyright difere do de direito de autor. Os nomes respectivos já dão-nos conta da diferença: de um lado, tem-se um direito à cópia (copyright) ou direito de reprodução, do outro, um direito de autor; neste, o foco está na pessoa do direito (o autor); naquele, no objeto do direito (a obra) e na prerrogativa patrimonial de se poder copiar.

Deve se perceber as diferenças entre o direito autoral de origem romano-germânica, com base no sistema continental europeu do chamado Civil Law e o sistema anglo-americano do copyright baseado no Common Law, havendo por característica diferencial, o fato que o Direito Autoral tem por escopo fundamental a proteção do criador e ao contrário o Copyright protege a obra em si, ou seja o produto, dando ênfase a vertente econômica, a exploração patrimonial das obras através do direito de reprodução.

No exercício do direito de reprodução, o titular dos direitos autorais poderá colocar à disposição do público a obra, na forma, local e pelo tempo que desejar, a título oneroso ou gratuito.

Não é sem controvérsia que se pode definir este campo do saber jurídico como o ramo do Direito Civil destinado a regulamentar as relações jurídicas surgidas a partir da criação de obras literárias, artísticas ou científicas. Ramo, portanto, dogmaticamente colocado ao lado dos ramos do Direito da Personalidade, dos Direitos Reais, Direito das Obrigações, do Direito de Família e do Direito das Sucessões. Há quem defenda a possível autonomia científica do ramo do Direito de Autor com base na clara delimitação de seu campo de estudo (os direitos decorrentes das obras intelectuais), muito mais clara até mesmo do que a divisão entre o Direito Civil e o Direito Comercial, por exemplo. Todavia, para conquistar o status de ramo autônomo, um campo do saber jurídico deve possuir princípios gerais diferenciados dos demais ramos do Direito. Os doutrinadores que defendem a autonomia deste ramo, entretanto, deixaram de comprovar a existência deste conjunto de princípios que especializariam o direito de autor em relação ao direito civil.

Há controvérsia quanto à natureza jurídica dos direitos autorais. Para alguns, trata-se de autêntico direito de propriedade, enquanto para outros o traço distintivo dos direitos autorais é o seu componente de direito de personalidade. É comum a adoção de uma solução conciliatória, que adota ambas as concepções ao afirmar que os direitos autorais são de natureza híbrida. Esta estratégia inclusive veio a ser incorporada em diversos ordenamentos jurídicos distintos, de modo que por força de lei existe um núcleo de direitos morais, de todo inalienáveis, no qual se inserem direitos como os de paternidade e de integridade da obra, e um núcleo de direitos patrimoniais, abrigando direitos como os de controle sobre a reprodução, edição e tradução da obra.

Segundo a opinião da doutrina altamente majoritária, o direito autoral é parte integrante do conceito de propriedade intelectual de natureza sui generis, visto que é eminentemente personalíssimo (na lei brasileira, salvo raras exceções, o autor deve ser pessoa física). Porém, vozes dissonantes na doutrina entendem que associar os direitos autorais à idéia de propriedade visa tão-somente justificar o monopólio privado de distribuição de obras intelectuais. Alguns autores também afirmam que o conceito de Direito Autoral seria apenas uma ideologia fundamentadora de um monopólio privado; opinião essa já rechaçada entre a maior parte dos estudiosos da matéria.

Quanto à autonomia deste ramo do Direito deve-se dizer que ele é considerado ramo autônomo do Direito da Propriedade Intelectual, em função, principalmente, desta natureza dúplice, que engloba tanto aspectos morais quanto patrimoniais e que lhe imprime uma feição única, própria, que não permite seja ele enquadrado no âmbito dos direitos reais, nem nos da personalidade.

Reprodução é a cópia em um ou mais exemplares de uma obra literária, artística ou científica. Contrafação é a cópia não autorizada de uma obra, total ou parcial. Toda a reprodução é uma cópia, e cópia sem autorização do titular dos direitos autorais e ou detentor dos direitos de reprodução ou fora das estipulações legais constitui contrafação, um ato ilícito civil e criminal.

Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fluir e dispor da obra literária, artística ou científica, dependendo de autorização prévia e expressa do mesmo, para que a obra seja utilizada, por quaisquer modalidades, dentre elas a reprodução parcial ou integral.

Segundo normas e recomendações internacionais aceitas pela maioria dos países, regra geral mas não única, a obra literária entra em domínio público setenta anos após o falecimento do autor.

No Brasil, atualmente essa matéria é regulada pela Lei n.º 9.610[1], de 19 de Fevereiro de 1998. A lei brasileira abriga, sob a denominação direitos autorais, os direitos de autor propriamente ditos, bem como os direitos conexos. No caso do Brasil, os sucessores do autor da obra perdem os direitos autorais adquiridos setenta anos após a morte do mesmo, tal como indica o artigo 41 da Lei nº. 9.610[2], de 19 de fevereiro de 1998.

Em Portugal, essa matéria é regulada pelo Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos e pelo Decretos-Lei seguintes desde que não contrariem o disposto neste Código permanecem em vigor tais como: Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de Março, com as alterações feitas pela Lei n.º 45/85, de 17 de Setembro, pela Lei n.º 114/91, de 3 de Setembro, pelo Decreto-Lei n.º 332/97, de 27 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 334/97, de 27 de Novembro.

Referências

  1. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm
  2. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm

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[editar] Ligações externas

Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_autoral

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