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Natureza

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Nota: Para outros significados de Natureza, ver Natureza (desambiguação).

Uma imagem do espaço sideral.

A expressão Natureza(do latim: natura, naturam, naturea ou naturae) aplica-se a tudo aquilo que tem como característica fundamental o facto de ser natural: ou seja, envolve todo o ambiente existente que não teve intervenção antrópica.

Dessa noção da palavra, surge seu significado mais amplo: a Natureza corresponde ao mundo material e, em extensão, ao Universo físico: toda sua matéria e energia, inseridas em um processo dinâmico que lhes é próprio e cujo funcionamento segue regras próprias (estudadas pelas ciências naturais).

A palavra vem do latim natura.

Índice

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[editar] Escala

A escala abrangida pela palavra Natureza, dentro deste contexto, envolve desde o subatômico até o amplamente universal, como os planetas e estrelas. Tomando como o recorte a escala do homem, inclui basicamente o meio ambiente natural e normalmente exclui o meio ambiente construído, de forma a ser tradicionalmente associada à vida selvagem, aos fenômenos e recursos naturais e aos seus processos e dinâmicas próprios. Há também definições que incluem o meio-ambiente alterado pelo homem como elemento da Natureza.

A associação mais popular que se faz à palavra Natureza, ligando-a à definição do parágrafo anterior, a confunde com a idéia de paisagem natural: a paisagem é o resultado dos processos complexos presentes em um determinado ambiente, enquanto a Natureza envolve vários os próprios processos e o resultado.

[editar] Realidade

A Terra vista do espaço. Fotografia tirada pela tripulação da Apollo 17.

O mundo natural costuma estar associado ao mundo real.

[editar] Estudo da Natureza

O estudo sistematizado dos elementos da Natureza, seus processos, actividades e consequências se dá através das Ciências naturais.

[editar] Astronomia

Ver artigo principal: Astronomia

[editar] Biologia

Ver artigo principal: Biologia

[editar] Ciências da Terra

Ver artigo principal: Ciências da Terra

[editar] Ecologia

Ver artigo principal: Ecologia

[editar] Física

Ver artigo principal: Física

[editar] Geologia

Ver artigo principal: Geologia

[editar] Química

Ver artigo principal: Química

[editar] Natureza e o homem

O crescimento das populações, o aumento do consumo ligado às inovações tecnológicas, à escala global, uma proliferação de resíduos que contaminam o ambiente, afectam os ecossistemas, pondo em causa a natureza.

No sentido de permitir um desenvolvimento sustentável, o Homem tem vindo a desenvolver práticas que permitem a proteção e a conservação da Natureza. Dessas práticas podem destacar-se:

[editar] Referências bibliográficas

[editar] Ver também

Outros projectos Wikimedia também contêm material sobre este artigo:
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[editar] Ligações externas

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Performance

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História da arte

Por período

Arquitectura - Pintura
Escultura - Design
Literatura - Música
Teatro - Cinema

A Performance é uma modalidade de artes visuais que, assim como o happening, apresenta ligações com o teatro e, em algumas situações, com a música, poesia, o vídeo.

Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Assim, como geralmente possui um “roteiro” previamente definido, é passível de ser reproduzida fielmente, em outros momentos ou locais.

Como muitas vezes a performance é realizada para uma platéia restrita ou mesmo ausente, seu conhecimento depende de registros através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos.

Índice

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[editar] Origens

performance como modalidade artística se deu durante a década de 1960, a partir das realizações do grupo Fluxus e, muito especialmente, pelas obras do artista Joseph Beuys. Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas.

Em alguns momentos, as performances de outros artistas tiveram ligação direta com as obras de body art, especialmente através dos Ativistas de Viena, no final da década de 1960.

[editar] Casos extremos

Em alguns casos, as performances ligadas à body art se tornaram sensoriais ou até masoquistas. Chris Burden rastejou sobre um piso coberto com cacos de vidro, levou tiros e foi crucificado sobre um automóvel. Rudolf Schwarzkogler morreu em 1969 após ter amputado seu próprio pênis em um ato performático (referência do crítico Robert Hughes, citada no livro Arte Contemporânea, uma História Concisa).

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[editar] Referências

[editar] Ver também

[editar] Bibliografia


Artes

Artes
arquitectura | artes cénicas | artes plásticas | cinema | circo | design | dança | arte seqüencial | gastronomia | música | literatura | paisagismo

Suportes artísticos: escultura | pintura | desenho | gravura | instalações | happening | performance | ópera | teatro

Artesanato: joalheria | tapeçaria | ourivesaria | marcenaria | serralheria

Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Performance

Recorde

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Recorde ou record, é o ato de superar limites. É um termo usado para se referir a uma marca quantitativa que superou outra registrada anteriormente. Basicamente define a superação e imposição de um novo limite a ser alcançado. A pronúncia correta é “recórde”, porque é uma paroxítona.

Nos esportes é definido como o ato de um ser humano superar o outro. Ato este que recebe em determinadas ocasiões mais importância que um título oficialmente conquistado durante uma competição.

[editar] O Livro dos Recordes

Na década de 1950, mais precisamente no ano de 1951, enquanto participava de uma caçada, sir Hugh Beaver, o então diretor de uma cervejaria chamada Guinness, envolveu-se em uma discussão com seus colegas a respeito de qual seria a ave mais veloz do velho mundo: O Galo-Selvagem ou a Tarombola?

Sir Hugh percebeu que seria uma boa idéia se houvesse um livro, de acesso popular, que servisse como referência para responder a esse tipo de questionamento. Seria um registro documentado de números referentes a feitos humanos e obras da própria natureza.

Foi através de Norris e Ross McWhirter, que administravam uma agência de apuração de fatos em Londres, que a idéia foi colocada em prática. sir Hugh os contratou para fazer um apanhando de registros que dariam forma ao livro.

Em 27 de agosto de 1955, foi publicada a primeira edição do Guinness Book of Records. Livro este que no natal do mesmo ano, viria a ser o livro mais vendido no Reino Unido e recentemente bateu o recorde de livro com copyright mais vendido no mundo, contando com mais de 100 milhões de exemplares vendidos em mais de 100 países.

Em números, somente a Bíblia Sagrada é mais vendida que o Livro dos Recordes.

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Um recorde interessante: 1.010.000.000 (aproximadamente) - O maior número de soluços [[1]] contínuos. Charlie Osborne, de Iowa, nos Estados Unidos, soluçou de 1922 a 1994, sem parar. Fonte: First Certificate Gold, by Sally Burgess with Richard Acklam Márcia Sanchez Luz[[2]]

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Coleção

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Coleção de moedas e papéis-moeda de diversos países.

Em termos gerais, uma colecção ou coleção, na grafia brasileira, é um grupo de itens ou objectos que tenham uma ou mais características em comum. Coleções comuns empreendidas por indivíduos que praticam tal hobby envolvem selos, canetas de ouro, carros, papéis de carta, etc. Independente do valor e da dimensão do objeto colecionado, o objetivo é o mesmo: distrair a mente com algo que é somente seu, cuidar dele e poder orgulhar-se ao mostrar aos amigos. É um oásis para quem está caminhando por um deserto de stress.

[editar] Objetos de colecção:

   

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Wikcionário

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Ano

Ano

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Medidas
Tempo
Segundo | Minuto | Hora | Dia | Semana | Quinzena | Mês | Bimestre | Trimestre | Semestre | Ano | Biênio | Triênio | Quadriênio | Qüinqüênio | Década | Século | Milênio
Comprimento
Yoctômetro | Zeptômetro | Attômetro | Femtômetro | Picometro | Nanometro | Micrometro | Milímetro | Centímetro | Decímetro | Metro | Decâmetro | Hectômetro | Quilômetro | Megametro | Gigametro | Terametro | Petametro | Exametro | Zettametro | YottametroOutras:
Ångström
Massa
Grama | Decigrama | Centigrama | Quilograma | Megagrama | Gigagrama | Teragrama | Petagrama

Ano é, aproximadamente, o intervalo de tempo em que a Terra demora a dar uma volta completa em torno do Sol.

Os anos têm uma duração de 365 dias e seis horas, aproximadamente. No calendário gregoriano realiza-se, a cada 4 anos, um ajuste no calendário e adiciona-se mais um dia ao ano, sendo que este ano se denomina bissexto. Existem outras correcções menores, que dão lugar a excepções à regra anterior. A regra concreta é que um ano é bissexto se é múltiplo de 4, como em 1914, não foi bissexto, nem 2114 será (múltiplos de 4), mas 2000 foi (múltiplo de 4).

Também se usa o termo para designar o período orbital de qualquer planeta. Existem vários tipos de ano: tropical, sideral.

[editar] História

A Data Juliana foi inventada pelo estudioso francês José Justo Escalígero (1540-1609) e provavelmente recebeu este nome devido ao pai de Escalígero, o estudioso italiano Júlio César Escalígero (1484-1558). Os astrônomos têm utilizado a Data Juliana para atribuir um número único para cada dia a partir de 1 de janeiro de 4713 AC. Esta é a tão falada Data Juliana (DJ). DJ 0 (zero) designa as 24 horas que vão do meio-dia UTC de 1 de janeiro de 4713 AC até o meio-dia UTC de 2 de janeiro de 4713 AC do calendário juliano.

A “Data Juliana” é diferente do “Calendário Juliano“. O Calendário Juliano foi introduzido por Júlio César em 45 AC mas esse calendário para cada 128 anos atrasava-se um dia, tanto que Dante Alighieri em seus poemas Divina Comédia já reclamava sobre os segundos de arco defasados diariamente, e em um seu poema dá a entender que se, caso igreja não tomasse providências, janeiro inteiro se tornaria inverno. O calendário Juliano continuou em uso corrente até 1582, quando alguns países começaram a mudar para o Calendário Gregoriano. No Calendário Juliano, o ano tropical é aproximado como 365 1/4 dias = 365,25 dias. Isto ocasiona um erro de aproximadamente 1 dia a cada 128 anos. Do nascimento de Cristo até os dias de Dante já havia uma defasagem de 10 dias, ou seja, o inverno chegava dez dias mais cedo do que no tempo de Cristo.

O erro acumulado fez o Papa Gregório XIII reformar o calendário de acordo com as instruções do Concílio de Trento. No Calendário Gregoriano o ano tropical é aproximado como 365 + 97 / 400 dias = 365,2425 dias. Portanto, leva aproximadamente 3.300 anos para o ano tropical se deslocar um dia em relação ao Calendário Gregoriano.

A aproximação 365+97/400 é obtida colocando 97 anos bissextos a cada 400 anos, utilizando as seguintes regras:

Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
  1 2 3 4 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31            

A bula papal foi respeitada na Itália, Polônia, Portugal e Espanha. Outros países católicos seguiram logo após, mas os países protestantes relutaram em mudar. Os países ortodoxos gregos não mudaram até o início do século XX. A reforma foi seguida pela Inglaterra e seus domínios (incluindo o que agora são os EUA) em 1752. Assim, 2 de setembro de 1752 foi seguido por 14 de setembro de 1752.

Foram elaborados calendários diferentes em várias partes do mundo. Muitos eram anteriores aos sistema Gregoriano, mas a importância desse calendário católico reside no fato de incluírem um referencial que é a data de nascimento de Jesus Cristo . Diferentemente, o Calendário Chinês, que remontaria ao século XIV AC, só atendia o tempo de existência de cada imperador. Duravam da posse até a morte do imperador; após a morte paravam de contar e só reiniciavam a contagem após a posse do novo imperador. Nesse caso os historiadores tiveram que somar os dias da semana até que conseguiram chegar a o Imperador Huangdi que não inventou um calendário mas com certeza tomou posse em 2637 AC. A República Popular da China utiliza o Calendário Gregoriano para as finalidades civis. O Calendário Chinês é utilizado para determinar as festividades.

[editar] Ver também

Wikcionário

O Wikcionário possui o verbete: ano

Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano

Livro

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Nota: Se procura por O Livro (no sentido de Paul Erdös), consulte O Livro.

Um livro

Livro é um volume transportável, composto por páginas, sem contar as capas[1], encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro.

Em ciência da informação o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicação como revistas, periódicos, teses, tesauros, etc.

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou colectivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem e sendo assim a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição). A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais em um produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. Uma terceira função associada ao livro é a coleta e organização e indexação de coleções de livros, típica do bibliotecário.

Índice

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[editar] História

Ver artigo principal: História do livro

A história do livro é uma história de inovações técnicas que permitiram a melhora da conservação dos volumes e do acesso à informação, da facilidade em manuseá-lo e produzi-lo. Esta história é intimamente ligada às contingências políticas e econômicas e à história de idéias e religiões.

[editar] Antiguidade

Na Antiguidade surge a escrita, anteriormente ao texto e ao livro. A escrita consiste de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, em resumo: palavras. É importante destacar aqui que o meio condiciona o signo, ou seja, a escrita foi em certo sentido orientada por esse tipo de suporte; não se esculpe em papel ou se escreve no mármore.

Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khartés (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido), que consistia em um cilindro de papiro, facilmente transportado. O “volumen” era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes (e não no sentido do eixo cilíndrico, como se acredita). Algumas vezes um mesmo cilindro continha várias obras, sendo chamado então de tomo. O comprimento total de um “volumen” era de c. 6 ou 7 metros, e quando enrolado seu diâmetro chegava a 6 centímetros.

O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais “recentes” são datados do século II a.C..

Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O “volumen” também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã. O uso do formato códice (ou códice) e do pergaminho era complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro.

Uma conseqüência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.

A consolidação do códex acontece em Roma, como já citado. Em Roma a leitura ocorria tanto em público (para a plebe), evento chamado recitatio, como em particular, para os ricos. Além disso, é muito provável que em Roma tenha surgido pela primeira vez a leitura por lazer (voluptas), desvinculada do senso prático que a caracterizara até então. Os livros eram adquiridos em livrarias. Assim aparece também a figura do editor, com Atticus, homem de grande senso mercantil. Algumas obras eram encomendadas pelos governantes, como a Eneida, encomendada a Virgílio por Augusto.

Acredita-se que o sucesso da religião cristã se deve em grande parte ao surgimento do códice, pois a partir de então tornou-se mais fácil distribuir informações em forma escrita.

[editar] Idade Média

Uma página da Bíblia de Gutenberg (Velho testamento).

Na idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, as consequências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado em si como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento do monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos mosteiros era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.

O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação no texto, bem como o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, aparecem os florilégios (coletâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernacular, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.

Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Foi em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.

[editar] Idade Moderna

No Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.

Com o surgimento da imprensa desenvolveu-se a técnica da tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo para atingir um grande público. As necessidades do tipo móvel exigiram um novo desenho de letras; caligrafias antigas, como a Carolíngea, estavam destinadas ao ostracismo, pois seu excesso de detalhes e fios delgados era impraticável, tecnicamente.

Uma das figuras mais importantes do início da tipografia é o italiano Aldus Manutius. Ele foi importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamariamos de design gráfico ou editorial. A maturidade desta nova técnica levou, entretanto, cerca de um século.

[editar] Portugal

Fotografia de um livro publicado em 1866.

Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco, impresso em Faro em caracteres hebraicos no ano de 1487. Em 1488 foi impresso em Chaves o Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o Tratado de Confissom. A impressão entrava em Portugal pelo nordeste transmontano. Só na década de noventa do século XV é que seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.

Na idade Moderna aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso. Estes livros passam a trazer novos gêneros: o romance, a novela, os almanaques.

[editar] Idade Contemporânea

Cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio dos jornais, seja da enciclopédia. Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editoral: os registros sonoros, a fotografia e o cinema.

O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo aquilo que conhecemos como edições de luxo.

[editar] Livro eletrônico

Ver artigo principal: livro digital

Enciclopédia

De acordo com a definição dada no início deste artigo, o livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portável. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu em fins do século XX o livro eletrônico, ou seja, o livro num suporte eletrônico, o computador. Ainda é cedo para dizer se o livro eletrônico é um continuador do livro típico ou uma variante, mas como mídia ele vem ganhando espaço, o que de certo modo amedronta os amantes do livro típico - os bibliófilos.

Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão, os palmtops. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em um suporte eletrônico, mas pesquisas vêm sendo feitas no sentido de melhorar a visualização dos livros eletrônicos.

[editar] A produção do livro

Biblioteca moderna em Chambery, França

A criação do conteúdo de um livro pode ser realizada tanto por um autor sozinho quanto por uma equipe de colaboradores, pesquisadores, co-autores e ilustradores. Tendo o manuscrito terminado, inicia a busca de uma editora que se interesse pela publicação da obra (caso não tenha sido encomendada). O autor oferece ao editor os direitos de reprodução industrial do manuscrito, cabendo a ele a publicação do manuscrito em livro. As suas funções do editor são intelectuais e econômicas: deve selecionar um conteúdo de valor e que seja vendável em quantidade passível de gerar lucros ou mais-valias para a empresa. Modernamente o desinteresse de editores comerciais por obras de valor mas sem garantias de lucros tem sido compensado pela atuação de editoras universitárias (pelo menos no que tange a trabalhos científicos e artísticos).

Cabe ao editor sugerir alterações ao autor, com vista a ajustar o livro ao mercado. Essas alterações podem passar pela editoriação do texto, ou pelo acréscimo de elementos que possam beneficiar a utilização/comercialização do mesmo pelo leitor. Uma editora é composta pelo Departamento editorial, de produção, comercial, de Marketing, assim como vários outros serviços necessários ao funcionamento de uma empresa, podendo variar consoante as funções e serviços exercidos pela empresa. Na mesma trabalham os editores, revisores, gráficos e designers, capistas, etc. Uma editora não é necessariamente o produtor do livro, sendo que quase sempre essa função de reprodução mecânica de um original editado é feita por oficinas gráficas em regime de prestação de serviço. Dessa forma, o trabalho industrial principal de uma editora é confeccionar o modelo de livro-objeto, trabalho que se dá através dos processos de edição e composição gráfica/digital.

Livros

A fase de produção do livro é composta pela impressão (posterior à imposição e montagem em cadernos - hoje em dia digital), o alceamento e o encapamento. Podendo ainda existir várias outras funções adicionais de acréscimo de valor ao produto, nomeadamente à capa, com a plastificação, relevos, pigmentação, e outros acabamentos.

Terminada a edição do livro, ele é embalado e distribuído, sendo encaminhado para os diferentes canais de venda, como os livreiros, para daí chegar ao público final.

Pelo exposto acima, talvez devêssemos considerar que a categoria livro seja a concepção de uma coleção de registros em algum suporte capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos. No início de 2007, foi noticiada a invenção e fabricação, na Alemanha, de um papel eletrônico, no qual são escritos livros.

[editar] Classificação dos livros

Os livros atualmente podem ser classificados de acordo com seu conteúdo em duas grandes categorias: livros de leitura seqüencial e obras de referência.

[editar] Obras de referência