Borboleta
As borboletas são insectos da ordem Lepidoptera classificados nas super-famílias Hesperioidea e Papilionoidea, que constituem o grupo informal Rhopalocera.
As borboletas têm dois pares de asas membranosas cobertas de escamas e peças bucais adaptadas a sucção. Distinguem-se das traças (mariposas) pelas antenas rectilíneas que terminam numa bola, pelos hábitos de vida diurnos, pela metamorfose que decorre dentro de uma crisálida rígida e pelo abdómen fino e alongado. Quando em repouso, as borboletas dobram as suas asas para cima.
As borboletas são importantes polinizadores de diversas espécies de plantas.
O ciclo de vida das borboletas engloba as seguintes etapas:
- ovo,
- larva, chamada também de lagarta ou taturana,
- pupa, que se desenvolve dentro da crisálida (ou casulo) e
- imago fase adulta.
Taxonomia
- Super-família Hesperioidea
- Hesperiidae Latreille
- Super-família Papilionoidea
- Papilionidae Latreille, 1802
- Pieridae Duponchel, 1835
- Nymphalidae Swainson, 1827
- Lycaenidae Leach, 1815
- Riodinidae Grote, 1895
Galeria de fotos
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Borboleta transparente - Greta oto |
Borboletas em cópula |
Ligações externas
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Bontebok
O bontebok, também bonteboque, é um antílope existente na África do Sul e Lesoto. Tem duas subespécies: o bontebok (Damaliscus pygargus pygargus) ou (Damaliscus pygargus dorcas) e o Blesbok ou damalisco (Damaliscus pygargus phillipsi).
Bontebok num Parque Nacional da Namibia
Características
Mede de 80 a 100 cm pelos ombros e pesa de 50 a 90 kg. O seu pelo é de um castanho-achocolatado com uma tira branca que percorre a cabeça do animal da nuca ao nariz e que aumenta com a idade.
História
Os bonteboks foram caçados por serem considerados uma peste até só restarem 70 animais no estado selvagem mas conseguiram recuperar. Estão extintos no seu habitat natural e são agora criados como gado.
Referências
- WILSON, D. E., REEDER, D. M. eds. (2005). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 3ª ed. John Hopkins University Press, Baltimore, Maryland, 2.142 pp. 2 vol.
- Antelope Specialist Group 1996. Damaliscus pygargus. IUCN 2007 IUCN Red List of Threatened Species. Acessado em 25 de janeiro de 2008.
Ligações externas
- ultimate ungulate em inglês
- sa-venues wildlife em inglês
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Boi
O gado bovino é composto por bois - termo que, em sentido amplo, dá nome ao animal mamífero, ruminante, artiodáctilo, com par de chifres não ramificados, ocos e permanentes, do gênero Bos em que se incluem as espécies domesticadas pelo homem.
Terminologia
O boi, em sentido estrito, é o macho castrado, sem possibilidade reprodutiva da espécie Bos taurus (família Bovidae), sendo também usado na denominação vernacular do indivíduo pertencente ao gado bovino.
A vaca é a fêmea desta espécie e o touro é o macho com os testículos intactos, com aptidão reprodutiva. É um mamífero, artiodáctilo e ruminante. Seus chifres são em par, ocos, não ramificados e permanentes. Uma curiosa característica dessa espécie é a presença de tetas; de fato, os bois apresentam glândulas mamárias proeminentes, em nada distinguíveis das tetas da vaca.
Subespécies
Possui duas subespécies, a saber: Bos taurus taurus (gado taurino, de origem européia) e Bos taurus indicus (gado zebuíno, de origem asiática). Os cruzamentos entre os indivíduos de ambas as divisões é freqüente tanto em programas de melhoramento genético dos rebanhos, quanto em propriedades aonde a monta é natural e sem controle algum. Esses híbridos são muito usados para combinar a produtividade do gado taurino com a rusticidade e adaptabilidade a meios tropicais do gado zebu.
Leite - bezerro mamando
História
O gado doméstico descende do auroque na Europa e do guar na Ásia, começou a ser domesticado entre 5.000 e 6.000 anos atrás, servindo como animal de carga ou fornecendo carne, leite e couro. Era pouco comum criar gado para alimentação. O animal era comido apenas se morresse ou não fosse mais útil para carga ou para fornecer leite. Ao contrário da cabra, também servia como animal de carga, mas precisava de pastagens maiores. Hoje em dia, no entanto, os bovinos são largamente utilizados para a produção de proteína cárnea. A cadeia produtiva da carne engloba vários ramos de negócios, que vão desde a fabricação de ração e o ensino de profissionais qualificados (Médicos veterinários, zootecnistas, agrônomos) até empresas de consultoria em sistemas de comércio exterior.
Principais raças de bovinos criadas no Brasil
As raças foram desenvolvidas com vista na especialização em determinado tipo produtivo. Tem-se as principais:
Subespécie B. taurus taurus
Exemplar de touro da raça Nelore, em Avaré
- Angus - do nordeste da Escócia, sem chifres, para corte
- Caracu - para corte e como animal de tração
- Charolais ou charolês - para carne
- Devon
- Frísia, ou Holstein - para leite
- Hereford
- Holandês
- Limousin - da França
- Nguni, típica de África
- Simental ou semental ou suíça-malhada
Subespécie B. taurus indicus
Exemplar de touro da raça Guzerá, em Avaré
- Brahman ou zebu americano, sagrado na Índia
- Gir - do sul da Índia
- Guzerá - Guzerat ou Kankrej, principal raça da Índia
- Hariana
- Nelore no Brasil, chamada Ongole na Índia - para corte
- Zebu
Raças “sintéticas” brasileiras
Frutos de cruzamentos entre as demais:
- Naobrasil - cruzamento de Nelore e Zebu
- Simbrasil - cruzamento de Simental e Zebu para corte
- Girolando - cruzamento de Holandês e Gir com dupla aptidão
- Toledo - cruzamento de Holandês e Simental
- Bravon - cruzamento de Devon e Brahman para corte
- Canchim - cruzamento de Charolais e Zebu
Principais raças de bovinos criadas em Portugal
Raças autóctones portuguesas
Vaca barrosã
Para além das raças que conseguiram grande expansão quantitativa e geográfica, como as atrás indicadas, existem milhares de raças autóctones, resultantes de pressões selectivas específicas ou de um relativo isolamento genético nas localidades onde se desenvolveram. Muitas dessas raças estão extintas ou em extinção fruto da globalização e da competição com raças mais produtivas. Entre as raças autóctones estão:
- Raça Ramo Grande dos Açores.
- Raça Alentejana, do Alentejo
- Raça Arouquesa, de Aveiro
- Raça Minhota ou Galega
- Raça Maronesa, região da Serra do Marão, Trás-os-Montes
- Raça Barrosã, região do Barroso
- Raça Cachena, da zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês
- Raça Gravonesa
- Raça Brava
- Raça Mirandesa
- Raça Jarmelista ou Jarmeleira, região da Guarda
Usos
Uso pouco comum do boi: a montaria
Esta espécie foi domesticada pelo homem e é explorada para a produção de leite, carne e pele (couro) e também como meio de transporte e animal de carga. Também os ossos são aproveitados, para a fabricação de farinha, sabão e rações animais. O casco e os chifres têm usos diversos e os pêlos das orelhas são usados para a confecção de pincéis artísticos.
Os machos de determinadas raças podem ser também usados como entretenimento nas touradas e nos rodeios.
A carne no consumo humano
Touro Brahman em julgamento (Avaré)
A carne bovina por ser largamente consumida nas mais diversas partes do mundo, principalmente nos países de origem latina, é vendida em pedaços, bifes, moídas com as variantes de nomes dado a cada tipo de carne extraída de determinadas regiões do boi/vaca. Assim temos os seguintes cortes:
Dianteiro:
- Acém;
- Pescoço - Há bons pratos com essa parte do animal;
- Cupim - Usada em churrasco ou em pratos que contenham pouca gordura, pois por natureza é a parte mais gordurosa do boi, é o local aonde o animal guarda sua reserva alimentar;
- Paleta;
- Peito;
Costela:
- Costela;
- Fraldinha - Usada em churrasco;
- Ponta de agulha;
Traseiro:
- Alcatra;
- Capa de filé;
- Entrecôte ou chuleta;
- Contra filé;
- Coxão duro;
- Coxão mole;
- Filé da costa;
- Filé mignon
- Lagarto;
- Músculo dianteiro;
- Músculo traseiro;
- Patinho;
- Picanha - Usada em churrasco;
- Ponta de alcatra ou maminha;
Miúdos:
- Animela
- Bucho ou estômago
- Carne de Cabeça
- Cérebro
- Coração
- Fígado
- Lábio
- Língua
- Medula
- Omasso
- Pulmão
- Queixada
- Rabo
- Rim
- Supra-Renal
- Tendão
Heráldica
Em heráldica, o gado é representado pelo touro.
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Armas de Kaunas, Lituânia. No brasão figura o já extinto Auroque, símbolo original da cidade desde 1400. |
Armas de Turim, Itália. Em Italiano torino significa “pequeno touro”. |
Ver também
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Bode
O bode (Capra aegagrus hircus), macho adulto dos caprinos, é um mamífero herbívoro ruminante cavicórneo que pertence à família dos bovídeos, subfamília dos caprinos.
O feminino de bode é cabra e os animais jovens são conhecidos como cabritos. Assim como os carneiros, emitem um som chamado de balido (o conhecido “bééé”).
O caprino é um dos menores ruminantes domesticados. Os caprinos domesticados são descendentes da espécie Bezoar, encontrada no Mediterrâneo e Oriente Médio, principalmente na ilha de Creta. Na maioria das raças de caprinos, os dois sexos têm chifres e barba. Os chifres podem ser curvos ou em forma de espiral, mas muitos têm um lado interno afiado. O pêlo pode ser comprido ou curto, macio ou áspero, de acordo com o habitat e o controle da criação. Procria em 150 dias.
A criação fornece lã (em algumas variedades, como na cabra-caxemira e angorá), couro, carne, leite e, às vezes, estrume. Muitas pessoas consomem diariamente mais produtos da cabra do que de outros animais. As cabras são excelentes exploradores e conseguem encontrar sua própria comida. O esgotamento de pastos pelas cabras se tornou, onde não há um manejo adequado dos animais, um problema ambiental em muitas partes do mundo.
O ambiente de vivência dos bodes são as montanhas, geralmente na latitude das zonas temperadas. A alta altitude aliada aos pulmões desenvolvidos dos bodes e à grossa pelugem que os protege do frio permite a sobrevivência em um local protegido de qualquer tipo de predador.
Cabrito
Ver também
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Jibóia-constritora
A jibóia-constritora (Boa constrictor) é uma serpente que, apesar de raramente ultrapassar os 3 metros de comprimento, pode chegar até aos 5 metros. Existe no Brasil, onde é a segunda maior cobra (a maior é a sucuri). O seu habitat são as copas das árvores das florestas da América do Sul e da América Central. No Brasil, pode encontrar-se em diversos locais, como na Mata Atlântica, restingas, mangues, no Cerrado, na Caatinga e na Floresta Amazônica.
No Brasil existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932). A primeira é amarelada, de hábitos mais pacíficos e própria da região amazónica e do nordeste. A segunda, menor, é acinzentada e as vezes mais agressiva.
Tem uma cor parda, com manchas arredondadas e escuras no dorso e nos flancos.
É, basicamente, um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha actividade diurna.
Apesar de ser um réptil, pode-se considerar como animal vivíparo porque no final da gestação o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Outros autores desvalorizam essa parte final da gestação e consideram-nas apenas ovovivíparas porque, apesar de o embrião se desenvolver dentro do corpo da mãe, a maior parte do tempo é dedicado à incubação num ovo separado do corpo materno. A gestação pode levar meio ano, podendo ter de 12 a 64 crias por ninhada, que nascem com cerca de 48 cm de comprimento e 75 gramas de peso.
Detecta as vítimas pela percepção do movimento e do calor e surpreende-nas em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos, principalmente ratos, aves e lagartos que matam por constrição dos seus músculos, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes nas mandíbulas. Primeiro, traga a cabeça da sua vítima. A digestão é demorada, podendo durar algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor. Como gasta pouca energia, consegue passar muito tempo sem comer.
Apesar de ter fama de animal perigoso para o ser humano, como não é venenosa e não consegue comer animais de grande porte, é, no fundo, inofensiva. Tem, aliás, medo do ser humano e foge com a sua aproximação. Isso não a impede de ser um animal muito perseguido por caçadores e traficantes de animais (chega a ser utilizada como animal de estimação exótico).
Existem algumas superstições sobre as jibóias no Brasil. Em alguns locais, a sua cabeça é cortada e utilizada como colar para “fechar o corpo”, ou seja, proteger contra feitiçaria e outros males.
Alimentação:
As serpentes são animais carnívoros que se alimentam de roedores, aves e lagartos. É necessário que sejam alimentados uma vez por semana com dois camundongos. A freqüência e quantidade da alimentação aumentam de acordo com o tamanho do animal. É muito importante saber a procedência do alimento vivo para que não haja problemas patológicos. Estes alimentos precisam ser vermifugados.
Para criação em cativeiro
É interessante reproduzir o habitat natural do animal. Para isso precisamos:
- Terrário que tenha pelo menos 2/3 o tamanho máximo do animal e 1/3 do tamanho máximo em altura e a mesma medida em altura.
- Placa de aquecimento ou pedra aquecida entre 25°C e 30°C. Note que o aquecimento deverá ser feito em um dos lados do terrário para que o animal possa escolher entre o lado aquecido ou o outro lado e assim regular sua temperatura.
- Termômetro para controlar a temperatura
- Hidrômetro para verificar a humidade que deve estar entre 8%0 e 90%.
- Um tronco para que ela se enrole caso deseje.
- Pote com água com tamanho suficiente para que ela fique imersa parcialmente se desejar.
- Substrato de grama sintética, bark, litter - tipos de forrações atóxicas.
Manuseio
Aceitam bem desde que acostumados desde filhotes. Só não podem ser manuseados no dia em que é oferecido o alimento para evitar regurgitações que podem causar a morte do animal.
Ligações externas
Bisão
Os bisontes ou bisões são grandes mamíferos ungulados e ruminantes do género Bison, da família Bovidae, com duas espécies ainda existentes, o bisonte-europeu, Bison bonasus, e o bisonte-americano, Bison bison. Têm cornos curtos, negros, curvados para cima e para o eixo do animal e os ombros elevados numa bossa e com uma forte cobertura de pêlos longos; os cascos são redondos e negros.
O bisonte-europeu (também chamado wisent, em inglês) tem uma juba e barba menos luxuriante que o americano (também chamado buffalo, embora os verdadeiros búfalos sejam animais da mesma família, mas da África e da Ásia), enquanto que estes têm as pernas mais curtas.
Os machos podem atingir uma altura ao nível dos ombros de cerca de 1,8 m, um comprimento do corpo de 3,6 m e um peso de 1130 kg, enquanto que as fêmeas são menores. A pelagem de inverno do bisonte-americano é castanha escura, esparsa e muda na primavera para um pêlo curto e castanho claro e também é menos luxuriante nas fêmeas que nos machos. O seu tempo de vida é de 30 a 50 anos. Os homens das cavernas usavam como machado uma omoplata de um bisonte.
Reprodução
Os bisontes reproduzem-se uma vez por ano, entre Junho e Setembro. As fêmeas produzem geralmente uma cria de cor vermelha (que se torna castanha em 2-4 meses) em cada gestação, que dura, em média, 285 dias e protegem-na durante sete a doze meses. Na altura do parto, a fêmea afasta-se da manada e escolhe um local protegido. Os jovens atingem a maturidade sexual em 2-3 anos, mas os machos geralmente não se reproduzem até aos seis anos, quando atingem um tamanho que lhes permite competir com outros.
Comportamento
Os bisontes são animais gregários e organizam-se em grupos de acordo com o sexo, idade, estação do ano e habitat. Os grupos de fêmeas inclui ainda machos com menos de três anos de idade e, por vezes, alguns machos mais velhos. Os machos começam a entrar nestes grupos quando se inicia a estação de reprodução; nas outras estações, vivem individualmente ou em grupos de até 30 animais. Estes grupos têm uma hierarquia e os machos dominantes reproduzem-se com mais frequência que os de categoria mais baixa.
Nas suas migrações, os bisontes formam uma fila liderada por uma fêmea adulta. Os bisontes são bons nadadores e são capazes de correr a velocidades de 62 km/h.
Filogenia
A família Bovidae apareceu durante o Mioceno, há cerca de 20 milhões de anos, com 15 géneros conhecidos, a maioria da Ásia. No final do Mioceno, há cerca de 10 milhões de anos, tinham aparecido 70 novos géneros e no Pleistoceno havia mais de 100. Actualmente, existe cerca de metade daquele número.
Pensa-se que a família se tenha desenvolvido nas regiões tropicais e que em meados do Pleistoceno se adaptou aos climas frios do norte e migrou através da Beríngia para o Novo Mundo. O bisonte americano é um parente próximo do europeu (ver acima a indicação sobre hibridização, que indica que pode ser uma única espécie) e os cientistas pensam que estas espécies são descendentes duma espécie que existia na Índia. As manadas migraram para norte e, enquanto umas foram para leste até à Sibéria, eventualmente atravessando a ponte terrestre de Bering, outras foram para oeste, para as florestas da Europa. Bison priscus, que era o antepassado imediato do bisonte-europeu, extinguiu-se durante a última glaciação.
Referências
- T. McHugh and V. Hobson, The Time of the Buffalo (1972);
- J. N. Mcdonald, North American Bison (1981);
- V. Geist, Buffalo Nation (1996).
Ligações externas
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Binturong
O Binturong (Arctictis binturong) é uma espécie da família Viverridae, a qual inclui as civetas e as genetas. O significado do nome perdeu-se devido á extinção do dialecto local.
Características
É um animal noctívago e dorme em troncos. A sua cauda é preênsil e actua como uma quinta mão. Mede de 60 a 96 cm de comprimento e a sua cauda atinge dos 55 aos 90 cm. Pesa entre 9 a 14 kg embora haja registo de individuos que chegam aos 22 kg. Possui orelhas e olhos pequenos. Vive 20 anos em cativeiro, não havendo dados no habitat natural.
Vive na floresta tropical do Bornéo, Vietname, Malásia, Indonésia e Filipinas
É omnívoro e come ovos, folhas, rebentos, animais pequenos como roedores e aves, mas principalmente fruta.
Reprodução
O período estrus do biturong é de 81 dias, com a gestação a te 91 dias. O biturong gera normalmente duas crias mas pode chegar ás seis. O biturong é um dos 100 mamíferos que se pensa serem capazes da diapausa embriónica, o que permite à fêmea ter o parto em condições favoráveis.
Subespécies
Existem seis subespécies conhecidas:
- A. b. albifrons
- A. b. binturong
- A. b. kerkhoveni
- A. b. memglaensis
- A. b. penicillatus
- A. b. whitei
Ligações externas
- Animals for awareness em Inglês
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Big five
A frase Big Five game ou simplesmente Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. [1]
Leão (Panthera leo)
Elefante (Loxodonta africana)
Búfalo-africano (Syncerus caffer)
Leopardo (Panthera pardus)
Rhinoceronte negro (Ceratotherium simum)
A expressão é ainda usada nos safáris de observação, pelos guias locais, quando se referem à fauna selvagem da região da savana.
O grupo consiste do leão, do elefante africano, do búfalo-africano, do leopardo e do rinoceronte.[1]
O nome de big five foi escolhido pela dificuldade de serem caçados[1] e não pelo tamanho, por este motivo o leopardo encontra-se na lista e o hipopótamo não.
Os big five estão entre os mamíferos selvagens mais perigosos:
- O leão (Panthera leo) é um grande carnívoro felino da África e nordeste da Índia, possuindo um pelo curto, calda e o leão macho possui uma juba característica ao redor do pescoço e ombros.
- O elefante africano é um grande herbívoro possuindo uma pele grossa e quase sem pelos, uma tromba longa e flexível, corpo característico com o tronco forte e pesado, dois incisivos superiores longos e curvos de marfim, orelhas grandes de abano. Existem duas espécies distintas de elefantes: elefante africano da floresta (Loxodonta cyclotis) e o elefante africano da savana (Loxodonta africana).
- O búfalo-africano ou búfalo-do-cabo (Syncerus caffer) é um grande bovino ruminante. É considerado o mais perigoso dos Big Five pelos relatos de ataques e mortes de caçadores.
- O leopardo (Panthera pardus) é um carnívoro felino que possui tipicamente pelo dourado-alaranjado marcado por rosetas negras. O leopardo é talvez o animal mais difícil de ser caçado, pelo seu comportamento e hábitos noturnos de alimentação.
- O rinoceronte (Diceros bicornis) é um grande mamífero herbívoro de pele grossa e encouraçada, podendo possuir 1 ou 2 chifres na frente da cabeça.
Curiosidade
Na emissão de rands (moeda da África do Sul) em 1990, os Big Five foram representados nas notas de 5, 10, 20, 50 e 100 rands.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 1,2 Zijlma, Anouk. The Big Five: Index. África para visitantes (em inglês). Página visitada em 2006-12-29.
Bicho-preguiça
A preguiça, ou bicho-preguiça(Bradypus infuscatus Riquelmis), é um mamífero da ordem Xenarthra (anteriormente chamada de Edentata ou Desdentada), a mesma dos tatus e tamanduás), pertencente à família Bradypodidae (preguiças com três dedos) ou Megalonychidae (preguiças com dois dedos).
Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica, o animal se alimenta dos frutos da Cecropia (embaúba, conhecida por isto como árvore-da-preguiça)
De hábitos solitátios, a preguiça tem como defesa sua camuflagem e suas garras. Para se alimentar, a Preguiça utiliza-se de “dentes” que se apresentam em forma de uma pequena serra. Herbívoro, tem hábitos alimentares restritos, o que torna difícil sua manutenção em cativeiro. Dorme cerca de 14 horas por dia, também pendurada nas árvores. Na reprodução dá apenas uma cria, e apenas a fêmea cuida do filhote. Reproduz-se, como tudo que faz, na copa das árvores. Raramente desce ao chão, apenas aproximadamente a cada sete dias para fazer as suas necessidades fisiológicas. O seu principal predador é a onça-pintada.
Classificação
As preguiças modernas se dividem em dois gêneros: Bradypus, as preguiças-de-três-dedos e Choeloepus, as preguiças-de-dois-dedos. O número de dedos varia somente nas patas anteriores. Ambos os gêneros apresentam nas patas traseiras três artelhos. Apesar de terem modos de vida e aparências semelhantes, as preguiças não são parentes próximas. As do gênero Bradypus se aproximam mais dos membros da família Megaterídeos, enquanto as Choloepus pertencem aos Megaloniquídeos
Espécies
- Família Bradypodidae: três dedos
- Bradypus variegatus
- Bradypus tridactylus
- Bradypus torquatus
- Família Megalonychidae: dois dedos
- Choloepus hoffmanni
- Choloepus didactylus
- Inclui também algumas espécies extintas de preguiça-gigante
Distribuição geográfica
Distribuição do gênero Bradypus: Verde=B. variegatus, Azul=B. tridactylus, Vermelho=B. torquatus
As preguiças vivem apenas nas matas do continente americano e estão divididas em seis espécies diferentes, que podem ter dois ou três-dedos nas patas anteriores.
Apesar de ocuparem o mesmo nicho ecológico, dificilmente se verifica a presença dos dois gêneros em uma mesma área.
No Brasil, existem as seguintes espécies de três-dedos:
- Preguiça-comum (B. variegatus) que também é encontrada de Honduras ao norte da Argentina e todas as florestas do Brasil.
- Preguiça-de-bentinho (B.tridactylus) que também vive na Venezuela, Bolívia, Rio Orinoco, Guianas
- Preguiça-de-coleira (B. torquatus) que vive somente nos nos trecho da Mata Atlântica que vão do Rio de Janeiro ao sul da Bahia, sendo esta a espécie mais ameaçada de extinção.
Em 2001 foi descoberta uma nova espécie no Panamá, a preguiça-anã (B. pygmaeus)
A preguiça-de-dois-dedos (Choloepus didactylus) é encontrada da América Central até São Paulo, no Brasil.
A preguiça-real (Choloepus hoffmanni) vive nas florestas tropicais, desde a Nicarágua até o Brasil Central.
Aparência
Choloepus sp.
São animais de porte médio (cerca de 3,5 a 6 kg quando adultas), de coloração geral cinza, tracejada de branco ou marrom-ferrugem, podendo ter manchas claras ou negras. A pelagem pode parecer esverdeada graças à algas que se desenvolvem na sua pelagem servem de alimento para as lagartas de determinadas espécies de mariposa, que vivem associadas aos bichos-preguiça.
O pêlo cresce em sentido diferente dos demais mamíferos, isto é cresce do ventre em direção ao dorso. Essa adaptação se dá ao fato da preguiça passar quase o tempo todo de cabeça para baixo e isto ajuda a água da chuva correr sobre o corpo do animal.
Possuem membros compridos, corpo curto, cauda curta e grossa, adaptados para o seu modo de vida (sempre pendurados em galhos da copa de árvores altas).
Possuem 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhes possibilita girar a cabeça 270° sem mover o corpo. Seus movimentos são sempre muito lentos e costumam dormir cerca de 14 horas por dia; por isso ganharam o nome.
A sua temperatura corporal é sempre muito próxima da do ambiente, sendo por isso considerados animais homeotérmicos imperfeitos.
Dieta
As preguiças alimentam-se de folhas novas de um número restrito de árvores, dentre as quais se conhece a embaúba, a ingazeira, a figueira, a tararanga. Seu estômago dos bichos-preguiça é um tanto semelhante ao dos animais ruminantes, pois é dividido em quatro compartimentos e contém uma rica flora bacteriana, que permite a digestão inclusive de folhas com alto teor de compostos naturais tóxicos.
Os dentes das preguiças não tem esmalte, por isso só se alimentam de brotos e folhas. Estão sempre crescendo devido ao contínuo desgaste. Por não ter incisivos, a preguiça parte as folhas usando seus lábios duros.
Podem também se nutrir lambendo as algas que crescem em seus pêlos.
As preguiças nunca bebem água pois a quantidade deste líquido que elas necessitam para viver é absorvida do próprio alimento, através das paredes intestinais, durante o processo de digestão.
Reprodução
A gestação da preguiça dura quase onze meses. O recém-nascido mede 20a25 cm e pesa cerca de 260 a 320 g. As fêmeas dos bichos-preguiça carregam o filhote nas costas e ventre durante aproximadamente os nove primeiros meses de vida. Durante esse período, a mãe protege o filhote, enquanto ele se prepara para sobreviver sozinho no ambiente da mata.
A expectativa de vida para uma preguiça varia de 30 a 40 anos.
Hábitos
Preferem viver em árvores altas, com copa volumosa e densa e muitos cipós, onde se penduram usando as garras que, embora possam parecer assustadoras, praticamente não servem para nenhuma defesa, devido á lentidão dos seus movimentos. Graças a essa lentidão, a sua coloração e ao fato de permanecerem na copa de árvores muito altas, é muito difícil enxergar as preguiças na mata. Mesmo assim, elas têm predadores naturais, como a Harpia, as onças e algumas serpentes.
Várias espécies de besouro e ácaro se alimentam das fezes das preguiças e usam esses animais principalmente como transporte (forésia).
Urinam e defecam apenas a cada 7 ou 8 dias, sempre no chão, próximo à base da sua árvore em que costuma se alimentar. Com isso, há uma reciclagem dos nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, que são parcialmente devolvidos á árvore através dos seus dejetos.
Apesar de lentas em terra, as preguiças são excelentes nadadoras.
Status de conservação
Atualmente, o principal predador desses animais é mesmo o homem, que as comercializa em feiras livres e nas margens de rodovias. A ação do homem sobre esses animais tem sido muito facilitada, nos últimos tempos, pela acelerada fragmentação e destruição das matas, o que leva as preguiças a se locomoverem desajeitadamente pela superfície do solo, de uma ilha de mata para outra, em busca de sobrevivência, ficando totalmente expostas à caça e à captura.
A preguiça-de-três-dedos é muito procurada como animal de estimação. Contudo, seu metabolismo lento e adaptado as condições de vida na floresta mostra-se extremamente vulnerável a doenças, causando uma alta mortalidade entre animais em cativeiro.
Graças ao seu temperamento agressivo e a seus caninos afiados, a preguiça-de-dois-dedos não é valorizada como bicho de estimação.
Devido a seu habitat limitado à copa das árvores, e a seus hábitos alimentares especializados, a preguiça é muito afetada pela diminuição das florestas tropicais. Estima-se que venha a ser espécie ameaçada em futuro próximo.
No Brasil ocorrem todas as espécies de preguiças de três dedos, estando o B. torquatus restrito à Mata Atlântica.
verde: Bradypus variegatus
azul: Bradypus tridactylus
vermelho:Bradypus torquatus
Ligações externas
| O Wikimedia Commons possui multimédia sobre: Bicho-preguiça. |
- texto da bióloga Vera Lúcia de Oliveira
- Sloth World, em inglês
- USP: Programa Educar (fotos)
- Animal Diversity (fotos)
- Faunistik (fotos)
- Animal Diversity
Categorias: Xenarthra | Fauna do Brasil
Bicho-pau
Bicho-pau é o nome dado aos insetos da ordem Phasmatodea que são semelhantes a um pedaço de madeira ou graveto.
Em algumas regiões os ortópteros da família Proscopiidae são também chamados por este nome.
É um inseto inofensivo. Nas cidades, pode ser encontrado em goiabeiras. Tem um ótimo disfarce contra predadores. A fêmea do bicho-pau põe cerca de 150 ovos.
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